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Dilma e governadores do Nordeste assinam 'pacto' contra pobreza

Dilma e governadores do Nordeste assinam 'pacto' contra pobreza

Atualizado: Segunda-feira, 25 Julho de 2011 as 4:10

A presidente da República, Dilma Rousseff, assinou nesta segunda-feira (25) um "pacto" com os nove governadores da região Nordeste com o objetivo de retirar 9,6 milhões de brasileiros da extrema pobreza.

Em discurso, Dilma afirmou que não irá descansar enquanto o povo do Nordeste estiver em situação de miséria.

“Não descansaremos enquanto não conseguirmos fazer com que o povo do Nordeste, a população mais sofrida do Nordeste, tenha uma perspectiva, um horizonte de oportunidade e possa de fato sair da situação ainda de miséria em que se encontra. Isso vale para todo o Brasil, mas vale sobretudo aqui para o Nordeste”, afirmou Dilma.

O acordo formaliza o compromisso dos governos locais com as ações da versão especial do Plano Brasil sem Miséria para a região Nordeste.

A primeira etapa do plano inclui ações para melhorar o acesso à água na zona rural do semiárido, aumentar a produção da agricultura familiar, além de ampliar a oferta de serviços de saúde.

Dilma citou estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) que, de 2003 a maio de 2011, registrou a inclusão de 39,5 milhões de brasileiros na classe média.

“Equivale a elevar às classes médias, a retirar das condições de pobreza uma população igual a da Argentina. Nossa meta é olhar para isso e perceber que apesar de ter isso uma grande vitória nossa, apesar de termos conseguido junto, a partir de 2003, este feito, ainda restam 16 milhões que nos temos de tirar da miséria”, afirmou a presidente.

No encontro, foi lançado ainda o Programa Água para Todos que pretende construir 750 mil cisternas até 2014 para abastecer a população do semiárido. Foi anunciada ainda a contratação de 204 técnicos rurais para atuar na assistência técnica às famílias do campo.

Além disso, até o fim de 2012, 115 mil famílias serão beneficiadas com a distribuição de sementes de milho, feijão e hortaliças e com acordos de compras públicas e privadas da produção. Uma parceria com supermercados permitirá a comercialização de produtos com o selo do programa de erradicação da miséria.

“Vamos transformar o potencial que existe da merenda escolar em demanda para o agricultor mais pobre. (...) Queremos transformar a marca Brasil sem Miséria e a agricultura familiar desenvolvida numa marca que fará diferença nas gôndolas dos supermercados”, disse a presidente.

Busca ativa

Acompanhando a comitiva de Dilma, a ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, afirmou aos governadores que uma das prioridades do programa deve ser o campo. Segundo ela, a região Nordeste concentra 66,5% da população rural em situação de extrema pobreza no país.

Para identificar e apoiar essas pessoas, o governo conta com o apoio dos governo locais na “busca ativa” daqueles que necessitam do apoio do estado.

“A busca ativa já teve início e estamos nos comprometendo a incluir 800 mil brasileiros no Bolsa Família. 145 mil pessoas que ainda estão fora dos programas de benefícios de prestação continuada, são idosos e pessoas com deficiência. Para que esta meta contamos com prefeituras, municípios para identificar essas pessoas”, afirmou a ministra.

Saúde

A presidente Dilma Rousseff e ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também anunciaram as ações de saúde que fazem parte do plano e somam investimentos de cerca de R$ 700 milhões.

Entre elas estão a construção de 638 Unidades Básicas de Saúde em 446 municípios, a realização de 2 milhões de consultas oftalmológicas, distribuição de mais de 800 mil óculos para estudantes, além da instalação de 45 centros de especialidades odontológicas e 91 unidades móveis odontológicas, para garantir o fornecimento de 476 mil próteses dentárias.

“Estamos fazendo mutirões para óculos e para prótese dentária. É importantíssimo para a pessoa ter, inclusive acesso ao trabalho, se ela tiver sua prótese dentária”, disse a presidente.

O ministro da Saúde anunciou ainda investimento na qualidade do serviço prestado nessas unidades. Segundo ele, os profissionais de saúde que atuarem nos programas de erradicação da pobreza terão maior remuneração.

“Essa historia de que saúde para pobre tem que ser de baixa qualidade tem de ser superada por nós no Brasil sem Miséria. Junto com investimentos em estrutura é fundamental investir nas pessoas. Saúde não se faz só com prédio. Temos de ter profissionais qualificados, comprometidos e dispostos a ir onde os pobres estão”, disse Padilha.            

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