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Dilma reclama de críticos ao batizar plataforma da Petrobras

Dilma reclama de críticos ao batizar plataforma da Petrobras

Atualizado: Sexta-feira, 3 Junho de 2011 as 4:22

A presidente Dilma Rousseff assina no traje do

presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli,

durante cerimônia na plataforma P-56 (Foto:

Roberto Stuckert Filho/PR)

A presidente Dilma Rousseff reclamou nesta sexta (3), no Rio, durante cerimônia de batismo da plataforma P-56, da Petrobras, dos críticos que, segundo ela, diziam que o país não tinha capacidade para produzir equipamentos para a extração de petróleo.

Segundo ela, "diziam que não tínhamos capacidade de produzir casco de plataforma, montar plataforma, de fornecer equipamentos para a Petrobras".

A presidente afirmou que foi o antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, quem determinou a ela, então ministra, que a Petrobras passasse a comprar de fornecedores brasileiros e não estrangeiros. "Nós somos um país com capacidade industrial. Então, o presidente Lula pensou: 'por que a nossa empresa brasileira compra lá fora e não aqui dentro'?

A partir desse momento, segundo Dilma, "provamos que é possível construir sondas, plataformas e fornecer equipamentos para a Petrobras explorar o pré-sal".

A presidente visitou as instalações da plataforma, em Angra dos Reis (RJ), acompanhada dos ministros Edison Lobão (Minas e Energia), Luiz Sérgio (Relações Institucionais), Miriam Belchior (Planejamento) e Ideli Salvatti (Pesca), do governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB) e do presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli.

Dilma fez fotos e autografou o uniforme de vários funcionários. A presidente também permitiu que trabalhadores assinassem nas costas de uma camisa da Petrobras que estava usando.

A deputada Luiza Erundina (PSB-SP), escolhida madrinha da plataforma, acompanhou Dilma. Ela recebeu das mãos da presidente uma placa alusiva ao batismo da plataforma.

De acordo com a Petrobras, a P-56 é uma unidade do tipo semissubmersível, com capacidade para processar 100 mil barris de petróleo e comprimir 6 milhões de m³ de gás por dia. Na sua construção foram investidos aproximadamente US$ 1,5 bilhão, e gerados 4 mil empregos diretos e 12 mil indiretos. A utilização de conteúdo nacional alcançou 72,9% e o casco foi totalmente construído no Brasil.

A programação de Dilma no Rio prevê ainda a participação dela, no Palácio Guanabara, de cerimônia de assinatura do chamamento público para a construção de unidades habitacionais e início de obras de contençã e recuperação de pontes nos sete municípios da região serrana atingidos por fortes chuvas em janeiro de 2011.            

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