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Dinheiro público para campanha: 323 deputados a favor, 61 contra

Dinheiro público para campanha: 323 deputados a favor, 61 contra

Atualizado: Segunda-feira, 31 Janeiro de 2011 as 10:33

A maioria dos deputados da nova legislatura se diz favorável ao financiamento público de campanha, total ou parcial, segundo levantamento do G1.

À pergunta "É favorável ao financiamento exclusivamente público para campanhas?", 249 disseram "sim"; 74 afirmaram ser favoráveis a um sistema misto (parte com verba pública e parte com recursos privados); 61 disseram ser contra o uso de recursos públicos; e 30 não souberam responder, totalizando 414 dos 513 deputados que farão parte da nova legislatura, que começa no dia 1º de fevereiro.

O levantamento do G1 ouviu opiniões a respeito de 13 temas polêmicos. Os resultados serão divulgados ao longo deste sábado (29). A reportagem conseguiu contato com 446 dos 513 futuros deputados. Desses 446, 414 responderam ao questionário e 32 não quiseram responder. Outros 67, mesmo procurados por telefone ou por intermédio das assessorias durante semanas consecutivas, não deram resposta – positiva ou negativa – às solicitações (leia mais sobre a metodologia ao final do texto).

As 323 respostas a favor do financiamento público (249 pelo exclusivamente público e 74 por um sistema misto) representam 62,9% dos 513 parlamentares que compõem a Câmara e 78% dos 414 que participaram do levantamento.

Reforma política

A proposta de financiamento das campanhas eleitorais faz parte das discussões da reforma política, que deve ser debatida na legislatura que tem início a partir de fevereiro. A reforma do sistema político brasileiro inclui ainda discussões sobre o voto em lista e troca de partido por parlamentares durante o mandato, por exemplo.

Em 2008, o governo encaminhou à Câmara uma pré-proposta de reforma política dividida em sete projetos de lei. Sem consenso devido à complexidade do tema e à proximidade do calendário eleitoral de 2010, a discussão acabou não avançando no Legislativo, apesar de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dizer várias vezes que pretendia deixar o governo com a reforma aprovada.

Levantamento

O levantamento do G1 teve início em 29 de novembro e foi finalizado em 27 de janeiro. Envolveu uma equipe de 27 jornalistas de Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

A reportagem procurou todos os 513 deputados que assumirão mandatos na Câmara. No caso dos deputados que assumiram cargos no governo federal, em estados ou municípios, o G1 procurou o primeiro suplente das coligações para responder ao questionário.

Embora decisão de dezembro do Supremo Tribunal Federal diga que o suplente a ser empossado é o do partido (em razão de entendimento de que o mandato parlamentar pertence ao partido), o G1 procurou os suplentes das coligações. Isso porque essa decisão do Supremo vale para um caso específico e não se aplica automaticamente a situações semelhantes. De acordo com o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), tomarão posse em 1º de fevereiro os suplentes das coligações.

A maioria dos parlamentares respondeu às perguntas por telefone, mas uma parte preferiu receber o questionário por e-mail para devolvê-lo impresso. Em todos os casos, os deputados foram informados de que não teriam suas respostas individualizadas.

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