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Dividido, DEM analisa hoje expulsão de Arruda do partido

Dividido, DEM analisa hoje expulsão de Arruda do partido

Atualizado: Terça-feira, 1 Dezembro de 2009 as 12

Líderes do DEM estão divididos entre expulsar o governador José Roberto Arruda do partido ou dar mais prazo para a defesa do democrata. Sem consenso, o comando do DEM se reúne hoje para analisar o futuro de Arruda dentro da legenda.

Se expulsarem Arruda, perderão o único governador eleito pelo DEM. Se o mantiverem, correm o risco de ver o episódio ser explorado pelos adversários nas eleições de 2010. 

Arruda é suspeito de participar de um suposto esquema de pagamento de propina a integrantes da Câmara Legislativa do DF.

O comando do partido se reuniu ontem com Arruda para discutir a crise em seu governo. No encontro, Arruda se defendeu das acusações e reiterou que é inocente.

O presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), disse que as denúncias são graves, mas ressaltou que o governador tem o direito de defesa. ''Sem dúvida nenhuma, as denúncias são graves. É preciso uma apuração para as investigações chegarem a um resultado. Chegaremos a um caminho para que o partido possa dar uma resposta à sociedade'', afirmou.

Na avaliação dos democratas que defendem a saída de Arruda, a expulsão mostraria a isenção do partido, evitando críticas de adversários políticos nas eleições de 2010.

O senador Demóstenes Torres (DEM-GO), é do grupo que defende a expulsão de Arruda e minimizar o desgaste político, principalmente porque o DEM deverá indicar o candidato a vice-presidente na chapa do PSDB. ''Fiz algumas perguntas [para Arruda], não me satisfiz com as respostas e disse a ele que votaria na Executiva pela expulsão sumária'', afirmou Demóstenes.

O líder do DEM no Senado, José Agripino (RN), também defende a expulsão de Arruda. ''Não há dúvidas sobre necessidade de tomarmos posicionamento drástico e duro. Precisamos prestar contas à sociedade, exijo punição exemplar'', escreveu ele no Twitter (microblog).

Por Márcio Falcão

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