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Documentário "Senna" mira festivais e pode estrear durante GP do Brasil

Documentário "Senna" mira festivais e pode estrear durante GP do Brasil

Atualizado: Quinta-feira, 19 Agosto de 2010 as 3:54

O documentário sobre a vida do brasileiro Ayrton Senna, que deve ter lançamento comercial em novembro, pode aparecer até antes no circuito de festivais da Europa. Intitulado “Senna”, a produção ainda não tem material de divulgação e tem foco na vida pessoal do piloto, bastidores da Fórmula 1 e casos como o seu namoro com a apresentadora Xuxa Meneghel.   O Instituto Ayrton Senna informou que o lançamento está previsto para o mês do GP do Brasil, que acontece no dia 7 de novembro em Interlagos. Por meio de sua assessoria de imprensa, a presidente Viviane Senna não confirmou se já teve acesso à versão final, mas a produtora britânica Working Title assegurou que o filme já está finalizado.

Em contato com o UOL Esporte , a produtora não confirmou data para o lançamento, mas informou que há a possibilidade de o documentário ser exibido no Festival de Veneza, que começa em setembro. Até novembro, ainda há a chance de emplacar nos festivais de Roma e Viena.

Responsável por filmes como “Orgulho e Preconceito” e “Diário de Bridget Jones”, a Working Title frequentemente trabalha com os irmãos Coen, dupla de diretores que ganhou o Oscar em 2008 e produziu seu último sucesso, “Um Homem Sério”, junto com a empresa britânica. A produtora distribui seus trabalhos pela Universal, e o filme “Senna” deverá ser lançado nos países representados na Fórmula 1.

O britânico Asif Kapadia é o diretor do documentário sobre Ayrton, que conta a história do piloto a partir de imagens e declarações de arquivo do próprio ídolo, e inclui entrevistas com personalidades que fizeram parte de sua vida, como o rival Alain Prost e seus ex-chefes Ron Dennis e Frank Williams.

Vencedor do Bafta de melhor filme britânico em 2001 por “Um Guerreiro Solitário”, Kapadia comandou uma equipe de produção que conta com três brasileiros. Filho do cartunista Ziraldo, Antonio Pinto fez a trilha sonora original. A coordenadora de produção foi Raquel Alvarez, que trabalhou em “Jean Charles”. E o assistente de produção foi o jovem cineasta carioca Jonas Amarante. Em entrevista ao UOL Esporte , Amarante explicou que seu trabalho foi concentrado na tradução e produção de legendas em inglês para materiais de arquivo, em sua maioria gravações da TV brasileira. “O filme é mais voltado para a vida pessoal do Senna. Fala mais dos bastidores e mostra poucas corridas. Tem até uma parte que é só sobre a relação dele com a Xuxa”, explicou.

Amarante explicou que trabalhou apenas na primeira parte da produção, aprimorando o material de arquivo e entregando trechos prontos para o editor. Para ele, trabalhar com Asif Kapadia foi a principal experiência. “É um projeto relativamente pequeno para os padrões de Londres”, avaliou.

Concepção do projeto Segundo o produtor brasileiro, a família de Senna acompanhou o andamento da produção desde o começo, mas sem interferências. Por outro lado, o produtor e idealizador James Gay-Rees lembrou que a influência dos parentes do piloto começou antes mesmo da concepção do projeto.

Em uma entrevista concedida ao blog especializado The Conversation s no ato do começo das filmagens, em junho do ano passado, Gay-Rees explicou que a ideia inicial era fazer um filme de ficção sobre Senna, com enfoque apenas no fim de semana de sua morte, no GP de San Marino de 1994 em Imola. Essa ideia surgiu em 2004, quando a morte de Senna completou dez anos. Naquela época, o ator espanhol Antonio Banderas deixou clara a sua intenção de interpretar o piloto, e mais tarde desistiu “por estar muito velho”. Mas, na verdade, o projeto só recebeu luz verde quatro anos depois, quando a família autorizou e a Working Title investiu na ideia de um documentário.

“Seria um drama sobre o seu último fim de semana, não um filme sobre a história da sua carreira. Ouvi que a família não ficaria feliz com isso, então apresentei uma ideia até mais fácil, que era fazer ele contar a história nas suas próprias palavras em um documentário”, explicou Gay-Rees à época.

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