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Documentos ligam primeira-dama de Campinas a fraudes, diz MP

Documentos ligam primeira-dama de Campinas a fraudes, diz MP

Atualizado: Segunda-feira, 23 Maio de 2011 as 12:59

Documentos do Ministério Público ligam a primeira-dama de Campinas, Rosely Nassim Jorge Santos, ao esquema de fraudes em licitações que resultaram em 11 pessoas detidas na sexta-feira (20). Nove pessoas seguem foragidas, entre elas o vice-prefeito da cidade situada a 93 km de São Paulo.

As prisões são resultado de uma investigação que a Promotoria começou há quase dez meses.

Segundo os promotores, empresários pagavam propinas a secretários municipais e diretores de empresas públicas para conseguir vantagens em licitações e contratos com a prefeitura.

  Documentos mostram que o ex-presidente da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento (Sanasa) Luiz Aquino Castrillon de Aquino denunciou o esquema e listou o nome dos envolvidos. Aquino disse à Promotoria que a escolha das empresas que venceriam a licitação era feita por Rosely, que também era chefe de gabinete da prefeitura.

Por ter ajudado nas investigações, Aquino não foi preso na megaoperação ocorrida na sexta. Na Justiça, este tipo de procedimento é conhecido como delação premiada. Nos depoimentos dados aos promotores, o ex-presidente da Sanasa disse que ele próprio era o encarregado de negociar com as empresas qual o valor seria repassado à primeira-dama.

O Ministério Público começou a ouvir nesta segunda-feira (23) os 11 detidos no 2º Distrito Policial de Campinas. No fim da tarde de sexta-feira, o vereador de Campinas Artur Orsi (PSDB) entrou com um pedido de impeachment contra o prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT), na Câmara Municipal. O pedido deve ser analisado pela Casa nos próximos dias.

O prefeito e sua mulher ainda não se pronunciaram sobre as prisões e o pedido de impeachment. A expectativa é que Santos conceda uma entrevista coletiva ainda nesta segunda-feira.          

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