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Dois em cada três assassinatos são cometidos com armas de fogo em SP

Dois em cada três assassinatos são cometidos com armas de fogo em SP

Atualizado: Quinta-feira, 16 Dezembro de 2010 as 5:28

O estado de São Paulo registrou queda nos índices de homicídios na última década, mas a taxa continua acima do que a Organização Mundial de Saúde (OMS) diz que é aceitável - 11,5 por 100 mil habitantes contra 10. Para tentar reduzir esse índice na capital paulista, o Instituto Sou da Paz lançou nesta quinta-feira (16) o Plano de Controle de Armas.

A organização fez um relatório inédito sobre a relação entre as mortes na capital e os armamentos, os distritos com maior número de homicídios, perfil das vítimas e motivações, no período entre 1999 e 2009. O levantamento apontou que homens entre 18 e 30 anos, com baixa escolaridade e que não usam drogas são os que mais matam. Além disso, 49% deles não têm antecedentes criminais.

As principais vítimas são homens jovens, negros e moradores das periferias. Em São Paulo, os homens são 12 vezes mais vítimas de homicídios que as mulheres. As armas de fogo são utilizadas em seis de cada sete casos de assassinatos de adolescentes.

A diferença de violência de bairro para bairro também é grande. No Jardim São Luis, na Zona Sul, a taxa de homicídio é maior que a média - 19,63 para cada cem mil habitantes. Em Moema, também na Zona Sul, esse índice cai para 1,4. Se o ritmo continuar, 1.500 homens devem morrer assassinados até 2013 na capital.

Os motivos para cometer um homicídio, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública, variam. Sete em cada dez assassinatos acontecem por razões banais como agressões entre parentes, brigas no trânsito ou entre torcidas. Drogas, dívidas e assaltos motivam menos de dois em cada dez homicídios.    

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