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Doze anos foragido da Justiça brasileira, traficante é preso pela Polícia Federal na Tijuca

Doze anos foragido da Justiça brasileira, traficante é preso pela Polícia Federal na Tijuca

Atualizado: Segunda-feira, 9 Maio de 2011 as 11:28

Doze anos foragido da Justiça brasileira, o traficante José Roberto Monteiro Zau, de 56 anos, foi preso domingo (8) a noite por agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Polícia Federal quando chegava a casa da mãe, na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro.

O homem é um dos condenados por tráfico internacional de drogas no caso que ficou muito conhecido nos anos 90, envolvendo oficiais da FAB (Força Aérea Brasileira) e policiais. Usando aviões da Aeronáutica, a quadrilha enviava dezenas de quilos de cocaína pura para à Espanha. 

Zau vinha sendo monitorando por policiais federais e ontem, ao chegar a casa da mãe, para passar o Dia das Mães, foi surpreendido e preso. Ele ainda tentou escapar, apresentando outra identidade, com o nome de Luiz Felipe Lemos Henriques, mas terminou autuado por uso de documento falso.

Ele e o padrasto da ex-mulher dele, o ex-policial civil Adílson Nunes estavam foragidos há 12 anos. Na época, em 20 de março de 1999, quando a Operação Mar Aberto/Conexão Rio, da Polícia Federal, foi deflagrada, Zau estava na Espanha. Era para ele que a encomenda seria entregue, segundo a Polícia Federal. Adílson Nunes morreu alguns anos depois.

Naquele dia, a Polícia Federal apreendeu 33 quilos de cocaína pura na Base Aérea do Recife, em um avião Hércules C-130 da FAB, voo 2466, que saiu do Rio com destino a Palma de Mallorca, na Espanha. A aeronave fez uma escala técnica para reabastecimento e manutenção. O Hércules era comandado por um oficial e carregava, além da droga, oito tripulantes.

A missão do avião era trazer peças para aviões da FAB num convênio firmado com a Força Aérea Espanhola. As investigações da Polícia Federal e do Ministério da Aeronáutica revelaram que os chefões do esquema eram o tenente-coronel da reserva Washington Vieira da Silva,  o elo entre  traficantes e militares, e o tenente-coronel Paulo Sérgio Pereira de Oliveira, que servia em Manaus.        

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