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'Dragão chinês está comendo nossas montanhas', diz Marina em MG

'Dragão chinês está comendo nossas montanhas', diz Marina em MG

Atualizado: Quinta-feira, 16 Setembro de 2010 as 8:42

A candidata à Presidência da República pelo PV, Marina Silva, participou na manhã desta quarta-feira (15) do Fórum das Entidades Empresariais de Minas Gerais, na sede da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), na região centro-sul de Belo Horizonte.

Diante de uma plateia de empresários mineiros, apresentou seu programa de governo e defendeu que as riquezas brasileiras sejam investidas no país. “O dragão chinês está comendo as nossas montanhas”, disse, referindo-se à extração de minério de ferro que é exportada em grande parte para a China.

Marina defendeu a tese de que o Brasil precisa de visão estratégica para crescer, não de gerentes. “É preciso aliar progresso à sustentabilidade ambiental. Não sou contra as mineradoras e hidrelétricas, mas o trabalho delas tem de ser desenvolvido de forma consciente e equilibrada. Ecologia e economia precisam estar em uma mesma equação”, defendeu. A candidata do PV afirmou que quer garantir avanços e defendeu a necessidade de manter a estabilidade econômica. "É uma conquista da sociedade, não é do governo. O controle da inflação precisa ser mantido e os gastos nas instituições diminuir”, disse a candidata.

“Não vamos tirar da saúde, da educação, do saneamento básico. Esses setores não podem ser prejudicados”, continuou Marina. Ela reconheceu que a política econômica atual do Brasil é boa e que será mantida. “Nos últimos anos, 25 milhões de pessoas foram tiradas da pobreza e 30 milhões entraram na classe média”, afirmou. Mesmo assim, Marina ressaltou que os filhos dos mais pobres ainda não têm oportunidades.

“A igualdade é essencial para que todos tenham as mesmas chances. Um ensino de qualidade, profissionalizante é necessário para todos”, assinalou. E criticou: “o ensino está paralisado, estagnado. Faltam pessoas qualificadas para preencher as vagas. Quero investir 7% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação”.

Com relação à geração de energia, Marina disse que precisa-se falar com a língua do século XXI. “Assim pensaremos em vento, água, sol e biomassa. Se pensarmos com a cabeça do século XX, falaremos em carvão, petróleo. Precisamos mudar”, disse. Ainda, segundo Marina, no setor de agropecuária é possível, por exemplo, aumentar a produtividade e limpar as pastagens sem usar queimadas.

A candidata falou também que optou por não atacar os concorrentes. “O que eu quero é discutir sobre os assuntos do Brasil. Quero fazer política baseada na ética dos valores”. Ela comentou que acredita passar para o segundo turno das eleições. “Quem define são os brasileiros”.

Ainda, segundo ela, quando eleita, vai colocar todas as informações referentes ao seu governo disponíveis na internet para que cada cidadão possa acompanhar o desenvolvimento do trabalho.
Com relação às informações confidenciais vazadas da Receita Federal, Marina falou que acredita em uma investigação séria para que os culpados sejam punidos.

Caso não seja eleita, Marina falou que continuará a trabalhar pela preservação do meio ambiente, independentemente de cargo. “Faço isso há 20 anos, quando o assunto era ainda pouco comentado”.
Depois do evento, Marina foi à sede do partido, no bairro Floresta, região leste da capital mineira, onde se encontrou com eleitores e correligionários.

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