MENU

Dutra, Anhanguera e outras 6 rodovias são bloqueadas em protesto em SP

Dutra, Anhanguera e outras 6 rodovias são bloqueadas em protesto em SP. Veja os protestos pelo Brasil

Atualizado: Quinta-feira, 11 Julho de 2013 as 7:20

brasil
Todas as unidades da federação serão palco de protestos e paralisações nesta quinta-feira (11), data em que a maioria das centrais sindicais e dezenas de movimentos sociais convocaram uma mobilização nacional. Várias categorias, como metalúrgicos, trabalhadores do transporte e construção civil, professores, servidores públicos, entre outros, irão paralisar as atividades. A jornada de protestos foi decidida pelas centrais e movimentos em meio à onda de manifestações que se espalharam pelo país no mês de junho.
 
Em São Paulo, desde as 6h protestos fecham oito rodovias do Estado: Anhanguera, Bandeirantes, Castello Branco, Raposo Tavares, Fernão Dias, Dutra, Mogi-Bertioga e a Cônego Domênico Rangoni, na altura de Guarujá. A reportagem do UOL apurou que as rodoviárias de Santos não estão vendendo passagens sentido capital, e os ônibus fretados não conseguem deixar a cidade.
 
A marginal Pinheiros chegou a ter uma faixa bloqueada na pista local, na altura da ponte do Socorro, sentido Castello Branco, mas o protesto se dirigiu ruas do bairro. Às 7h30 manifestantes cruzaram o viaduto Guadalajara, na zona leste da cidade, e se dirigiam à Radial-Leste.
 
SÃO PAULO
 
Capital
Haverá paralisações e manifestações de bancários, comerciários, motoboys metalúrgicos, professores da rede estadual, policiais civis, garis, coletores de lixo e trabalhadores da construção civil.
 
Trabalhadores ligados à oposição do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus prometem fechar todos os terminais de ônibus municipais pela manhã na capital. Metrô e trens funcionam normalmente.
 
Também haverá manifestações, a partir de 6h, na marginal Pinheiros (ponte do Socorro), avenida Jacu-Pêssego, radial Leste e marginal Tietê (ponte do Piqueri). A partir das 10h, ocorrem protestos na rua 25 de Março, avenidas do Estado, Prestes Maia, Nove de Julho e na ponte Octavio Frias de Oliveira.
 
Às 12h, manifestantes das centrais sindicais e diversos movimentos sociais se reúnem na avenida Paulista. Motoboys devem fazer bloqueios em avenidas e se concentrar na avenida Paulista para o ato.
 
Às 17h, manifestantes protestam contra a Rede Globo, na sede da emissora, no Brooklin --também haverá protestos contra a Globo no Rio de Janeiro, Pará, Rio Grande do Sul e Sergipe.
 
Guarulhos
Paralisações de químicos, metalúrgicos, servidores públicos, gráficos, vigilantes, comerciários, trabalhadores do setor de alimentação, borracha, condutores, da construção civil e indústria têxtil.
 
Protesto a partir de 5h30 na rua Barão do Rio Branco e rua Cavadas no Itapegica (em frente à Borlem e Dyna) e passeata até o Shopping Internacional de Guarulhos, na via Dutra, que deve ser bloqueada às 6h. Outro grupo sairá da região central. Os protestos irão se encontraram na sede da Previdência Social, de onde todos seguirão rumo à ponte do Fioravante.
 
ABC, Diadema e Mauá
Químicos e metalúrgicos da Ford, Mercedes-Benz, Scania, Volkswagem, Toyota e fábricas de autopeças promovem piquetes na porta das empresas pela manhã. Devem fechar vias e bloquear a Anchieta.
 
Manifestantes prometem bloquear o acesso ao terminal Vila Luzita, da avenida Mario de Toledo Camargo e outras vias, a partir de 7h. Manifestantes se reúnem em frente à refinaria de Capuava (Recap) e devem caminhar até o Rodoanel.
 
Embu e Taboão da Serra
Às 16h, haverá protestos na Régis Bittencourt e no Rodoanel.
 
Santos
Segundo a Ecovias, a rodovia Cônego Domênico Rangoni encontrava-se bloqueada no km 268, sentido Guarujá, por volta das 6h45 da manhã. Ainda de acordo com a concessionária, o acesso por São Vicente, feito pela rodovia dos Imigrantes, tinha tráfego normal às 7h da manhã.
 
Trabalhadores deverão fechar ainda a rodovia Mogi-Bertioga. Devem paralisar metalúrgicos, químicos, médicos, trabalhadores da construção civil e de transporte, além dos estivadores do porto, que estão em greve. Às 12h, haverá um ato unificado na praça Mauá.
 
São José dos Campos
Protesto de servidores municipais às 7h, com concentração no Paço Municipal.
 
Sorocaba
Vias deverão ser bloqueadas pela manhã. Às 17h, haverá um ato na praça Coronel Fernando Prestes.
 
RIO DE JANEIRO
Possibilidade de paralisação de petroleiros e funcionários da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional). A via Dutra deve ser bloqueada na parte da manhã em Resende e Volta Redonda. Na capital, protesto unificado na Candelária, a partir de 15h. Metrô e trens funcionam normalmente
 
MINAS GERAIS
Metroviários da região metropolitana de Belo Horizonte irão paralisar as atividades, assim como bancários, eletricitários e trabalhadores da educação e saúde. Nos hospitais públicos estaduais, os profissionais de saúde se comprometem a manter escala mínima para urgência.
 
Metalúrgicos de Betim e Contagem prometem paralisar, realizar atos e trancar rodovias. Petroleiros ameaçam interromper as atividades na refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim, e nas usinas de Aureliano Chaves, em Juiz de Fora, e Darcy Ribeiro, em Montes Claros.
 
Em Ipatinga, a BR-381 será fechada às 6h. Em Uberlândia, servidores da UFU (Universidade Federal de Uberlândia) irão paralisar.
 
ESPÍRITO SANTO
Motoristas e cobradores paralisaram o dia todo em Vitória. Trabalhadores de 38 sindicatos vão paralisar vias da região central da capital e de outras cidades pela manhã. Às 7h, começa um protesto na UFES (Universidade Federal do Espírito Santo), seguido por uma passeata.
 
RIO GRANDE DO SUL
A circulação de ônibus intermunicipais na região metropolitana de Porto Alegre deve ser paralisada. Já os coletivos municipais irão funcionar com 50% da capacidade nos horários de pico e 30% no restante do dia, conforme determinado pela Justiça. Os trens não devem funcionar entre 5h30 e 8h30 e 17h30 e 20h30.
 
Trabalhadores de escolas públicas e particulares e universidades foram convocados a aderir à paralisação, assim como funcionários de bancos e comércios –bancos dizem que vão abrir; Sindilojas orienta comerciantes a abrirem seus estabelecimentos.
 
Porto Alegre será palco de quatro passeatas a partir de 8h, com pontos de concentração distintos: avenida Farrapos (terminal Cairú), terminal Princesa Isabel (avenida João Pessoa), rodoviária municipal e viaduto Obirici. Às 11h, manifestantes protestam em frente ao Palácio Piratini, sede do governo. Às 16h, haverá protesto em frente à prefeitura, na praça Montevidéu.
 
Metalúrgicos programaram paralisações em Rio Grande, Caxias do Sul (onde haverá um ato às 8h30, na praça Dante Aligheri) e diversas cidades da região metropolitana de Porto Alegre. Trabalhadores do porto de Rio Grande devem paralisar.
 
PARANÁ
Possibilidade de paralisação dos ônibus municipais de Curitiba entre 15h e 19h desta quinta-feira. Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, deve paralisar por 24 horas. Estivadores de Paranaguá e Antonina paralisam entre 7h do dia 11 até 7h do dia 12. Metalúrgicos de montadoras, professores e frentistas podem parar.
 
Também haverá paralisação de professores e técnico-administrativos da UFPR (Universidade Federal do Paraná) e profissionais do Hospital das Clinicas de Curitiba. Operários da Kraft, Bosch, CNH, Volvo, WHB, Perfecta, Seccional, Cabs, Maflow, Arotubi, Haas do Brasil, Volkswagen, Renault, Brafer e PK Cables também devem paralisar.
 
Haverá protestos em Curitiba às 16h, na praça Rui Barbosa, e bloqueios na BR-277 e 376 a partir de 8h. Manifestações também estão programadas nas cidades de Londrina, Maringá, Cascavel, Foz do Iguaçu, Pato Branco, Ponta Grossa, Francisco Beltrão e Paranaguá.
 
SANTA CATARINA
Funcionários de escolas, creches, postos de saúde municipais e da coleta de lixo de Florianópolis devem paralisar.
 
Haverá protestos em Criciúma, Chapecó, Itajaí, onde estão previstos atos na BR-101 e na SC-470 a partir de 13h. A BR-101 também deve ser fechada no trevo de Criciúma, à tarde, e na ponta de Laguna. A BR-116 deve ser bloqueada em Correia Pinto, na Serra Catarinense. Estão programados dois atos públicos em Florianópolis.
 
BAHIA
Devem paralisar as atividades os comerciários, bancários, rodoviários, operários da construção pesada, metalúrgicos, trabalhadores do transporte (carga, municipal, estadual, interurbano), do setor de alimentação, servidores públicos, médicos (com percentual mínimo de 30% para urgências), professores além de químicos e metalúrgicos do polo de Camaçari e Aratu.
 
Pela manhã, haverá protestos na BR-324, que liga Salvador a Feira de Santana, na BR-101 e na BR-242, realizados, sobretudo, por militantes do MST e da Via Campesina.
 
Em Salvador, haverá um ato unificado às 15h, com a participação das centrais sindicais, MST, MPL (Movimento Passe Livre) e policiais civis. O protesto começa no Campo Grande e termina na praça Municipal. Outro protesto está programado para ocorrer às 11h, do Campo Grande até a praça da Sé.
 
Também estão programadas manifestações em Alagoinhas, Brumado, Caetité, Jequié, Juazeiro, Feira de Santana, Itabuna, Candeias, Vitória da Conquista, Teixeira de Freitas, Barreiras, Ilhéus, Nazaré, São Roque e Itabuna.
 
PERNAMBUCO
Haverá paralisação das obras do PAC. Cerca de 55 mil trabalhadores na região de Suape e Ipojuca devem cruzar os braços e parar a BR-40. Sindicatos prometem paralisar obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) no Estado.
 
Passeata sairá da praça do Derby em direção ao Pátio do Carmo, no centro de Recife, onde às 14h, começará um ato público.
 
CEARÁ
Diversas categorias se concentram às 9h na praça do Ferreira e seguem em passeata pelas ruas da cidade. Deve haver paralisação entre trabalhadores da construção civil, construção pesada, polícia civil e polícia federal.
 
PARAÍBA
Paralisação de urbanitário, trabalhadores da construção civil e servidores da UFPB (Universidade Federal da Paraíba), inclusive do hospital universitário, em João Pessoa.
 
Também haverá protesto às 14h no parque Solon de Lucena, seguido de caminhada até o Palácio do Governo, em João Pessoa.
Em Campina Grande, manifestação programada para ocorrer às 7h na avenida Floriano Peixoto. Às 14h, outro protesto, na praça da Bandeira.
 
ALAGOAS
Paralisações de funcionários público do Estado, professores e demais profissionais da educação, vigilantes e policiais civis, que fazem atos às 9h, na praça Deodoro, e às 14h, na praça Centenário, em Maceió.
 
RIO GRANDE DO NORTE
Trabalhadores da construção civil protestam na Beira Mar e depois prometem fechar a ponte Newton Navarro, em Natal. Às 9h, haverá manifestação também em frente ao Shopping Midway Mall, seguido de caminhada pela avenida Salgado Filho até a sede do governo, no centro.
 
SERGIPE
Deve ocorrer paralisação dos servidores públicos municipais, inclusive do transporte público, em Aracajú. Haverá atos às 14h na praça Tobias Barreto e na praça Fausto Cardoso, na capital sergipana.
 
PIAUÍ
Protesto na praça Liberdade, em Teresina, a partir de 14h, seguido de passeata.
 
MARANHÃO
Várias categorias devem paralisar as atividades. Em São Luís, protesto programado para ocorrer às 15h na Biblioteca Pública (praça Deodoro) e passeata ao Palácio dos Leões.
 
DISTRITO FEDERAL
Protesto a partir de 9h na Catedral de Brasília, seguido de passeata até o Congresso Nacional. A União Geral dos Trabalhadores (UGT) realizará ato em frente ao Banco Central. Outro protesto começará às 15h no Museu da República.
 
GOIÁS
Pode haver paralisações de metalúrgicos, mineradores, trabalhadores da construção civil, de confecções, comerciários e servidores públicos. Em Catalão, protesto na BR-050 às 5h nas saídas para Brasília e Uberlândia. Outras rodovias da região devem ser bloqueadas.
 
Em Goiânia, às 8h, servidores municipais e estaduais da saúde e trabalhadores ligados às centrais sindicais fazem protesto na praça do Bandeirante. Às 11h, haverá passeata pela avenida Goiás, praça Cívica (Palácio do Governo) avenidas Araguaia, Anhanguera e encerramento na avenida Tocantins, em frente teatro Goiânia.
 
Trabalhadores rurais, agricultores, camponeses fazem protestos em várias regiões do Estado, com trancamento de rodovias, como a BR-153.
 
MATO GROSSO
Protesto agendado para 16h na praça 8 de Abril, em Cuiabá. De lá, os manifestantes devem seguir até a prefeitura.
 
MATO GROSSO DO SUL
Ato às 9 horas na praça do Rádio, em Campo Grande, depois passeata pelas ruas da cidade.
 
PARÁ
Protesto às 8h na frente da Prefeitura de Belém, na Cidade Velha, com passeata até a sede do governo. Paralisação de servidores da UFPA (Universidade Federal do Pará). Também deve haver um ato contra o aumento das tarifas de ônibus em frente à prefeitura da capital.
 
Existe a possiblidade de paralisação dos operários de Belo Monte.
 
AMAZONAS
Em Manaus, haverá paralisação de 70% da frota de ônibus, além dos professores e operários da zona franca. Haverá protesto às 15h no centro da capital.
 
TOCANTINS
Pela manhã, haverá trancamento da BR-153, paralisação na UFT (Universidade Federal do Tocantins) e no Instituto Federal do Tocantins. Bancários também devem paralisar. À tarde, protesto a partir de 15h, com concentração em frente ao Centro Educacional São Francisco de Assis, em Palmas, seguido de passeata até a Prefeitura e o Palácio do Governo.
 
RONDÔNIA
A BR-364 será fechada na altura de Jaru, entre 8h e 9h. Também haverá mobilizações em Porto Velho e em Vilhena.
 
ACRE
Manifestação às 9h, em frente ao palácio do governo, em Rio Branco, e caminhada pelo centro comercial da capital.
 
AMAPÁ
Ato na praça da Bandeira, a partir de 15h, seguido do passeata pela orla até o centro de Macapá.
 
RORAIMA
Ato em Boa Vista das 8h às 12h, com concentração na praça Zélia Coutinho e enceramento na praça do Centro Cívico.
 
Centrais unidas
De maneira inédita, centrais de variadas matizes políticas, como a UGT (União Geral dos Trabalhadores), ligada ao PSD de Gilberto Kassab, e a CSP-Conlutas, vinculada ao PSTU, além das duas maiores do país, a CUT (Central Única dos Trabalhadores) e Força Sindical, realizaram reuniões unificadas e definiram um conjunto de reivinficações.
 
Entre as pautas estão a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas; fim do fator previdenciário; 10% do PIB (Produto Interno Bruto) para educação; investimentos em saúde conforme disposto na Constituição; fim dos leilões do petróleo; redução de tarifas e melhorias no transporte público; rejeição da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 4330, que amplia as terceirizações; e realização da reforma agrária.
 
As centrais, movimentos e partidos políticos também irão empunhar bandeiras exclusivas, como é o caso da militância do PT, do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), da CUT e de movimentos da juventude, que irão defender a realização de um plebiscito sobre a reforma política.
 

veja também