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Dutra: 'Representatividade' será critério para dividir cargos

Dutra: 'Representatividade' será critério para dividir cargos

Atualizado: Quarta-feira, 10 Novembro de 2010 as 10:38

O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, afirmou nesta terça-feira (9) que "não há acirramento" entre os dirigentes partidários na busca por cargos no governo da presidente Dilma Rousseff.

Segundo Dutra, a distribuição dos ministérios respeitará a "representatividade" dos partidos que compõem a coligação vitoriosa no dia 31 de outubro

Até esta quarta-feira (10), Dutra terá conversado com dez legendas que irão compor a coalizão do futuro governo Dilma.

"Não há acirramento. É natural [a apresentação de demandas] porque nós temos um governo de coalizão, com dez partidos. O critério [de distribuição dos espaços no governo] é político, levando em consideração a representatividade do conjunto dos partidos. Não há como inventar a roda", disse Dutra ao deixar o Ministério do Trabalho, onde discutiu com o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, as reivindicações do partido para o próximo governo.

Sobre o encontro com Lupi, Dutra disse que o pedetista manifestou o desejo "majoritário" do partido de continuar com o comando da pasta do Trabalho.

"O ministro Carlos Lupi disse que há um sentimento amplamente majoritário de manutenção do espaço no Ministério do Trabalho, mas colocou claramente que isso não era uma imposição e que o partido está aí para ajudar a construir o novo governo", afirmou Dutra.

PCdoB e PP

Ainda nesta terça, Dutra recebeu na sede do PT, em Brasília, os dirigentes de outros três partidos. O presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, disse a Dutra que a presidente Dilma Rousseff terá de "levar em conta" o trabalho desempenhado pela sigla ao longo dos dois mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Questionado se o partido estaria determinado a manter os cargos que tem na Esplanada – o PCdoB detém o controle do Ministério do Esporte –, Rabelo disse que o partido vai apenas cobrar a "contribuição" prestada pela sigla: "O problema não é que a gente não abre mão [dos cargos]. É que o PCdoB, como responsabilidade de governo, cumpriu o seu papel e ela é que vai levar em conta isso, a futura presidente."

Já o presidente nacional do PP, senador Francisco Dornelles (RJ), conversou com Dutra e procurou colocar a posição "construtiva" da sigla no processo de formação do governo Dilma.

"Cumprimentei o presidente novamente pela vitória da presidente Dilma. Disse a ele que o partido está representado no governo pela presidente Dilma e coloquei ainda o apoio integral do partido a Dilma. Nós ficaremos honrados com a convocação para participar do governo", disse Dornelles.

O presidente do PP também apresentou a Dutra a pauta de projetos que o partido pretende ver aprovados no Congresso durante o governo Dilma.

"Apresentamos quatro pontos específicos do partido: ampliação do Super Simples para beneficiar pequena e microempresa; desonerar o investimento com tributo zero sobre investimento; agilizar o sistema de defesa comercial para proteger a indústria brasileira no comércio mundial e um programa profundo de desburocratização para melhorar e simplificar a vida do brasileiro", afirmou Dornelles.

Nesta quarta-feira (10), Dutra irá conversar com os dirigentes do PR, PRB e PTN. Com as três reuniões, o presidente do PT terá cumprido a missão de dialogar com os dez partidos que formaram a coligação de Dilma. A partir dessas conversas, Dutra vai elaborar um relatório que será entregue a Dilma.

Por: Robson Bonin

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