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'Ela me ofereceu uma casa para não chamar polícia', diz sogro de funkeira

'Ela me ofereceu uma casa para não chamar polícia', diz sogro de funkeira

Atualizado: Segunda-feira, 28 Fevereiro de 2011 as 3:52

O aposentado Felicíssimo Costa, sogro de Verônica Costa, contou, na tarde desta segunda (28), que a funkeira chegou a oferecer uma casa para ele não chamar a polícia após ter encontrado o filho, Márcio Costa, ferido no apartamento do casal, no Rio. Márcio diz que foi torturado por cerca de 20 horas pela mulher e parentes dela. "Ela me ofereceu uma casa para eu não chamar a polícia, mas eu não aceitei”, disse Felicíssimo, que completou: "Ela caiu de pára-quedas na minha família, ela veio do nada".

De acordo com o aposentado, quando ele chegou ao apartamento da "mãe loira do funk", como Verônica é conhecida, e viu as queimaduras no corpo do filho, quis logo chamar a polícia. No entanto, segundo ele, Verônica chegou a ligar para ele, pedindo para não ser denunciada.

Acusações

Depois de mais de cinco horas na delegacia do Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio, nesta segunda,  a funkeira acusou Márcio Costa de ter chegado em casa machucado e roubado computadores, câmeras fotográficas e filmadoras de sua casa.

Chorando, ela contou sua versão dos fatos: “Ele chegou na minha casa muito nervoso, gritando, querendo me agredir, como sempre. Em nenhum momento eu fui fugitiva, porque nenhum ofício da delegacia eu recebi. Ele chegou em casa naquela fúria da droga e, antes de vir à delegacia, fez a limpa lá em casa".

“Nossa família está muito chateada com estas acusações. Nós não precisamos dela para nada, não somos ladrões. Ela inventa, cria um negócio louco, meu filho nunca usou drogas. É coisa da cabeça dela”, rebateu o sogro da funkeira. 'Quem se mistura com porcos, farelo come', diz Verônica

“A família já tinha me alertado, os amigos já tinham falado para eu largá-lo, que esse cara iria acabar a minha vida. Mas eu estava apaixonada. Esse é o troco que ele me dá. Eu estava apaixonada e, se isso não tivesse acontecido, ficaria no silêncio mais 10 anos”, admitiu a ex-vereadora, que afirmou ainda que não procurou a polícia antes por vergonha.

Novos fatos

Segundo o delegado assistente Antônio Latsala Bertrand, o depoimento de Verônica durou cerca de três horas e foi esclarecedor. Sem dar detalhes sobre o teor do depoimento, Bertrand ressaltou que, ao ouvi-la surgiram novos fatos "pertinentes e relevantes" para o caso, e, segundo ele, foi necessário registrar uma nova ocorrência para apurar essas informações.

"O caso foi registrado como tortura, mas ainda não definimos nenhuma linha de investigação. Ainda é cedo e acho temerário seguir alguma hipótese específica", disse.

Bertrand disse, ainda, que só será necessária uma acareação entre a vítima e Verônica Costa caso existam contradições nos depoimentos. Márcio deve ser ouvido na próxima semana.

Processos

O sogro de Verônica, Felicíssimo Costa, também esteve na delegacia. Ele distruibuiu à imprensa cópias de um documento em que são listados processos contra a funkeira. Verônica Costa aparece como ré em sete ações criminais no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), e com o nome sujo em empresas de proteção ao crédito.

Em um dos processos, de novembro de 2003, Jonathan Costa, filho de Verônica com o ex-marido dela, Rômulo Costa, processou a mãe por maus-tratos. Em outra ação, de setembro de 2003, Rômulo a processou por calúnia, mesmo motivo que levou a atual esposa de Rômulo a processar Verônica em agosto de 2003.

Márcio foi operado nesta manhã e passa bem, segundo a assessoria do Hospital Pasteur, no Méier, na Zona Norte, onde está internado com queimaduras em várias partes do corpo. Segundo o hospital, Márcio sofreu uma cirurgia para retirar a pele morta pelas queimaduras. Ele já teria voltado para o quarto, mas ainda está sedado.       

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