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'Ele era estourado', diz ex-namorada sobre cliente morto por vigia

'Ele era estourado', diz ex-namorada sobre cliente morto por vigia

Atualizado: Segunda-feira, 3 Outubro de 2011 as 3:43

O homem morto por um vigilante de uma agência do Bradesco em São Bernardo do Campo, no ABC, na manhã desta segunda-feira (3), foi descrito pela ex-namorada como uma pessoa estourada e nervosa. Segundo a terapeuta Lúcia Pires, de 45 anos, Antônio Cordol , de 33 anos, também trabalhava como vigilante em um supermercado e havia sumido há cerca de dois meses.

“Ele estava morando na minha casa, depois ele sumiu. Isso tem dois meses. Ele estava com alguns problemas, coisas de família. Ele não era calmo, era estourado. Ele era uma pessoa estourada, nervosa, de brigas, esse tipo de coisa”, disse a terapeuta na tarde desta segunda no 1º Distrito Policial da cidade, onde o caso foi registrado. “Na última vez que eu falei ele estava trabalhando como vigilante. Depois eu não soube mais dele. Ele sumiu, pegou as coisas dele e foi embora.”   Segundo a polícia, ele havia se desentendido com o vigilante do banco na última sexta-feira (30), quando não conseguiu passar pela porta giratória do banco. Nesta segunda, ele retornou à agência, pagou uma conta e em seguida perguntou pelo vigilante, que estava no andar superior. Ele subiu as escadas, acompanhado de um amigo, e foi iniciada uma discussão com o vigia.

“Houve algo entre eles que acabou produzindo esses disparos. Só o vigia atirou, só ele estava armado”, afirmou o delegado Victor Vasconcelos Lutti, titular do 1º Distrito Policial de São Bernardo do Campo. O delegado acredita que, a princípio, cinco tiros atingiram o cliente, sendo que três o atingiram nas costas.

O delegado aguardava nesta tarde a chegada à delegacia das imagens gravadas pelo circuito de segurança do banco. “Há uma câmera que aborda todo o palco ocorrido. É exatamente dessa câmera que eu quero a filmagem, para observar atentamente e poder trazer algo de concreto.”. O vigia, segundo o delegado, demonstra arrependimento e está chocado com o ocorrido. Ele será autuado em flagrante por homicídio.

Ainda nesta segunda, a polícia quer ouvir o depoimento do vigilante e seis a sete pessoas que foram identificadas como testemunhas do crime – entre clientes e funcionários do banco. A partir dos depoimentos, o delegado pretende confirmar uma versão dada por quem estava no banco – de que a vítima teria feito agarrado uma pessoa, utilizando-a como escudo, durante a discussão.

Em nota, o banco lamentou o ocorrido e informou que o segurança era de uma empresa terceirizada. “O Bradesco lamenta profundamente a perda e presta total solidariedade aos familiares”, diz o texto.

Crime chamou a atenção de quem passava em frente à agência no Centro

 de São Bernardo do Campo no início da tarde desta segunda-feira (Foto: Juliana Cardilli/G1)          

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