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Ele foi chamado por um colega para ir até a sala, diz tia de menino morto

Ele foi chamado por um colega para ir até a sala, diz tia de menino morto

Atualizado: Quinta-feira, 30 Setembro de 2010 as 4:42

Danielle Passos Cestari, tia e madrinha do menino que morreu dentro de uma escola na Grande São Paulo, contou nesta quinta-feira (30) que Miguel Cestari Ricci, de 9 anos, estava no pátio quando foi chamado por um colega para ir até a sala de aula. “Aí ouviu-se o estalo”, completou ela. A polícia suspeita que Miguel tenha sido baleado por outro aluno.

Muito abalada, Danielle conversou com a imprensa antes do enterro do menino, que deve ocorrer no fim da tarde no Cemitério São Paulo, Zona Oeste da capital.

O crime foi na quarta-feira (29), na Escola Adventista de Embu, que é particular e considerada de classe média. “Em um primeiro momento, a professora contou que ele [o sobrinho] estava no pátio. Ele voltou para pegar o material com esse amigo e ouviu-se o estalo”, relatou Danielle, ressaltando que os dois ficaram sozinhos na sala.

De acordo com a mulher, a família de Miguel não sabe se esse colega tem envolvimento no caso nem entrou em contato com ele. Danielle voltou a acusar a escola de negligência, pois o garoto foi levado para o hospital em um carro particular e o resgate não foi chamado. Também criticou o fato de um aluno ter, possivelmente, entrado na instituição de ensino com uma arma. “Como uma criança entra com a arma e ninguém vê?”

Amparada, Danielle disse que a família está “inconsolável” com a morte de Miguel. Muito abalados, os pais da vítima não quiseram falar com a imprensa.

Atingido na barriga, Miguel, segundo a madrinha, chegou consciente ao hospital, distante 25 km de onde ocorreu o disparo. “O diretor [da escola] e a professorinha ficaram segurando a mão dele para ele ficar lúcido.” Ainda de acordo com Danielle, Miguel chegou a conversar com uma enfermeira. “Ela contou que disse que tudo ficaria bem. E ele respondeu: ‘eu sei. Estou com Deus’.”

Rosa Ricci, que também é tia de Miguel, falou um pouco antes. Afirmou que a família “quer Justiça e não vingança”, mas também questionou a hipótese de um aluno ter entrado armado em sala de aula. “A escola é cara, não pode usar maquiagem, bijuteria. E uma criança entra com arma em sala e ninguém vê? É um absurdo.”

Miguel era o mais velho. Ele tinha uma irmã de 5 anos.“Ela chorou muito. O Miguel era o herói dela”, contou Rosa. A família ainda não decidiu se a menina continuará estudando na Escola Adventista de Embu.       Postado por: Guilherme Pilão

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