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Em comunicado, Brics dizem que 'uso da força deve ser evitado'

Em comunicado, Brics dizem que 'uso da força deve ser evitado'

Atualizado: Quinta-feira, 14 Abril de 2011 as 8:16

Declaração conjunta dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), divulgada nesta quinta-feira (14) após reunião entre os líderes desses países, defende que o uso da força seja evitada para a resolução dos conflitos internacionais, segundo informações da agência estatal de notícias chinesa Xinhua.

"Estamos profundamente preocupados com a turbulência no Oriente Médio, o Norte e o Oeste Africano e desejamos que os países afetados alcancem a paz, estabilidade, prosperidade e progresso", afirma o comunidado. "Nós compartilhamos o princípio de que o uso da força deve ser evitado", diz o texto conforme a agência.

A Líbia enfrenta uma batalha desde o começo deste ano, quando manifestações pedindo a renúncia do ditador Muammar Kadhafi, há 42 anos no poder, se tornaram confrontos violentos e passaram a ser reprimidos com força pelo regime.

No dia 17 de março, a Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou uma resolução que valida quaisquer medidas necessárias para impedir um massacre de civis. Dois dias depois, a coalizão internacional liderada por Estados Unidos, França e Grã-Bretanha começou a bombardear a Líbia. O atual comando das ações está com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

A declaração dos Brics foi resultado da reunião entre o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh; o presidente da Rússia, Dmitry Medvedev; o presidente da China, Hu Jintao; a presidente do Brasil, Dilma Rousseff; e o presidente da África do Sul, Jacob Zuma.

O presidente da China, Hu Jintao, afirmou ainda, segundo a agência, que todos os devem cumprir os princípios da Carta da Organização das Nações Unidas e colocar em pleno funcionamento seu Conselho de Segurança.

"Devemos buscar a solução pacífica dos conflitos internacionais por meio do diálogo e da consulta", disse Hu Jintao.

"Assuntos internos de um país devem ser tratado de forma independente pelo próprio país e assuntos internacionais devem ser geridos coletivamente por meio da consulta de todos", disse o presidene chinês, de acordo com a estatal Xinhua.

Os países também reafirmaram a necessidade de uma reforma da ONU, incluindo o seu Conselho de Segurança, para torná-lo "mais eficiente, eficaz e representativo", a fim de melhor lidar com os atuais desafios globais, segundo a declaração.

Conforme a agência Reuters, uma fonte governamental na cúpula do grupo afirmou que os líderes dos cinco países criticaram a campanha aérea do Ocidente na Líbia. "Todos eles condenaram os ataques", afirmou a fonte que participou das reuniões dos líderes dos Brics.

A fonte acrescentou, segundo a Reuters, que eles expressaram preocupação sobre os efeitos dos ataques aéreos sobre os civis líbios.

Próximo encontro

Segundo a agência Xinhua, Hu Jintao informou que o próximo encontro dos Brics vai ocorrer na Índia no ano que vem.

* com informações da Reuters, France Presse e Xinhua

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