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Em Curitiba, a cada 12 horas uma pessoa é assassinada

Em Curitiba, a cada 12 horas uma pessoa é assassinada

Atualizado: Segunda-feira, 18 Abril de 2011 as 3:31

Um levantamento feito pela RPC TV mostra que, em média, uma pessoa é assassinada a cada 12 horas em Curitiba. De janeiro de 2011 a 15 de abril deste ano, 237 pessoas foram assassinadas na capital paranaense. Além disso, o estudo levantou os bairros mais violentos da cidade. Do total, 43  mortes foram no bairro Cidade Industrial, 23 foram no Uberaba e outras 20 mortes no Sítio Cercado.

A equipe de reportagem da RPC TV foi até alguns bairros considerados violentos e acompanhada do diretor do conselho de segurança da Região Sul de Curitiba, Sevenil de Oliveira, registraram o medo dos moradores. Na Cachimba, em clima de ameaça, os moradores perguntaram se a equipe tinha autorização para filmar o local.

Os altos índices de violência na capital é crescente nos últimos dez anos. Um ranking do Ministério da Justiça aponta que de 1998 a 2008 Curitiba passou do 18º lugar entre as capitais mais violentas do Brasil, para o 6º lugar. Enquanto o Rio de Janeiro, por exemplo, deixou o 5º lugar e agora ocupa o 20º lugar. Em 1998, foram 352 assassinatos na capital paranaense. Já em 2008, foram contabilizadas 1.032 mortes.  

Em entrevista ao ParanáTV 1ª edição desta segunda-feira (18), o Secretário de Segurança Pública, Reinaldo de Almeida Cesar, disse a Corregedoria Geral da Polícia Militar será instalada no estado para que possa agilizar a apuração do trabalho dos policiais. “A população do Paraná vai sentir [mais segura] na medida que sentir que há seriedade no trabalho do Governo, e que os assuntos na área de segurança pública estão sendo tratados e trabalhando em um ambiente iminentemente técnico”, afirmou.

Além dos índices crescentes, a demora da Justiça na investigação dos casos contribui com a impunidade. De acordo com a Secretaria de Segurança do Paraná, em 2009 foram abertos 632 inquéritos policiais por assassinatos em Curitiba. No mesmo ano, apenas 166 casos chegaram ao Tribunal de Juri. Em média, a cada 4 investigações, apenas uma chega a julgamento.

"É importante que nós possamos estimular o eixo central de que todos são importantes e partícipes na construção da segurança pública e isso significa estimular conselhos comunitários de segurança, melhorar a condição de atendimento do 190, melhorar a condição de credibilidade do disque denúncia, a população se sentir estimulada a registrar boletim de ocorrência na Polícia Civil, as pessoas não podem ter medo de ir em delegacia", afirmou o Secretário de Segurança Pública.

Na Delegacia de Homicídios de Curitiba apenas seis delegados comandam as investigações. Entre as diversas dificuldades o delegado Rubens Recalcatti aponta que “dificuldade de tempo (...), estrutura, facilidade de ter acesso a informação da Receita Federal, de empresa de telefonia” atrapalham na conclusão dos trabalhos.      

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