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Em debate sobre crack, Beltrame pede soluções para usuários do RJ

Em debate sobre crack, Beltrame pede soluções para usuários do RJ

Atualizado: Terça-feira, 24 Maio de 2011 as 11:34

Beltrame participou da abertura do debate sobre crack no Rio (Foto: Thamine Leta/G1) 

  O secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, afirmou que o combate ao crack no estado não depende apenas da polícia, e pediu que outras instituições apresentem soluções de continuidade para o problema. O secretário participa nesta terça (24) de um seminário, no Centro do Rio, que discute novas medidas de combate ao crack.

“Não podemos ficar discutindo eternamente. Há necessidade de medidas concretas e objetivas para combater o crack. Não adianta ficar discutindo por muito tempo enquanto existem pessoas doentes. O atendimento a essas pessoas não se esgota na polícia, e também depende de outras instituições. Precisamos de soluções de continuidade”, disse o secretário.

Durante toda a terça, representantes das polícias Civil e Militar, do Instituto de Segurança Pública, da Fiocruz e da Secretaria de Assistência Social vão apresentar novas medidas e discutir objetivos do combate ao crack e do auxílio a pessoas viciadas na droga. O seminário é direcionado a agentes civis e militares, bombeiros e guardas municipais.

“Precisamos dar uma resposta para a sociedade. Não precisa ser uma resposta certa. Se errarmos, vamos corrigir. O desafio é executar. Não adianta recolher pessoas da rua e não dar continuidade ao trabalho”, acrescentou Beltrame.

Crack na Baixada

No dia 16, integrantes da Comissão de Assuntos da Criança, Adolescente e Idoso da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) começaram a visitar alguns municípios da Baixada Fluminense para fazer um levantamento do número de usuários de crack e conhecer as medidas que estão sendo adotadas em programas de prevenção.

Na Baixada Fluminense, as "tribos de cracudos", como são chamados nas ruas, estão espalhados por todos os lugares. Nos acessos das favelas, nos becos, nas ruas ou nas praças de Belford Roxo, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Vilar dos Teles, São Mateus, Nilópolis, Mesquita e outras localidades da região.

"O crack está devastando a vida dos jovens fluminenses. O que a gente vê em Duque de Caxias é um dos exemplos disso. Precisamos fazer uma grande campanha de prevenção", sugere a deputada estadual Claise Maria Zito, ex-secretária de Assistência Social do município e atual presidente da Comissão.         

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