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Em "maratona vocal", presidenciáveis adotam cuidados com garganta

Em "maratona vocal", presidenciáveis adotam cuidados com garganta

Atualizado: Segunda-feira, 31 Maio de 2010 as 7:33

Na corrida acelerada em que se transformou o período de pré-campanha eleitoral, o primeiro sinal de cansaço foi dado pelas gargantas dos pré-candidatos à Presidência da República. Em meio a uma agenda intensa de entrevistas, discursos e viagens, Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) reservam tempo para fazer exercícios vocais e se cercam de cuidados para preservar a fala, instrumento fundamental na disputa.

A ex-ministra Dilma Rousseff aproveita os intervalos entre compromissos - seja no carro ou no avião - para fazer exercícios vocais recomendados pela equipe da jornalista Olga Curado, consultora de imagem que a assessora, e por seu fonoaudiólogo.

A preocupação com a voz surgiu no ano passado, quando, em decorrência da quimioterapia a que se submeteu para tratar um câncer no sistema linfático, teve efeitos colaterais de ressecamento na garganta e na boca. Desde então, passou a ser acompanhada por um especialista e utiliza spray de hidratação e soro fisiológico constantemente.

Preocupado com a voz, Serra chegou a interromper, recentemente, um discurso e uma entrevista para tomar água - uma das principais recomendações dos fonoaudiólogos é a hidratação, que lubrifica as pregas vocais.

Entre um deslocamento e outro para cumprir os compromissos da agenda, faz exercícios até no carro. ''Campanha não é andar pelo Brasil, é falar pelo Brasil'', resume, ciente de que, até o primeiro turno, serão mais quatro meses de maratona vocal.

Além dos exercícios e da água, entram ainda na lista de medidas tomadas pelo tucano um certo ''pó japonês'' que seu acunpunturista teria recomendado e mel. Outras receitas não faltam. No meio de uma entrevista em que a voz lhe falhou, recebeu a recomendação de comer maçã por ser ''adstringente''. ''Meu problema é gripe e alergia. Ar-condicionado também me faz muito mal'', diz o ex-governador.

Por Maria Angélica Oliveira

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