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Em MS, mulher recorre à Justiça duas vezes para mudar nome do filho

Em MS, mulher recorre à Justiça duas vezes para mudar nome do filho

Atualizado: Quinta-feira, 15 Dezembro de 2011 as 4:17

Menino aprendeu a escrever o nome do jeito certo. (Foto: Leandro Abreu/G1 MS)

A empregada doméstica Ana Cláudia Gomes de Morais entrou duas vezes na Justiça para ter o nome do filho escrito do jeito que ela queria. Segundo ela, houve um erro no cartório no momento do registro. O  menino, hoje com 6 anos, acabou se chamando Cryphofer em vez de Crysthofer, como queriam os pais. A decisão em segunda instância foi dada no último dia 7 de dezembro, e ela diz que fará o novo documento após as festas de fim de ano.

Segundo Ana Cláudia, a decisão em primeira instância foi favorável à família, mas o juiz havia determinado que a grafia do nome fosse alterada para Christopher, com “ph” e sem o “y”, e por isso ela recorreu.     Certidão de nascimento mostra nome escrito

errado. (Foto: Leandro Abreu/G1 MS)     A mãe disse ao G1 que teve a ideia do nome ao assistir aos créditos de um programa de televisão. O erro aconteceu porque ela não conferiu direito o que a funcionária do cartório havia escrito na certidão. “Por causa da correria, não levei anotado o nome do jeito que queria. A mulher do cartório escreveu 'Cryphofer' e me mostrou. Não prestei atenção e acabei confirmando que era daquele jeito o nome”, completou.

Ela diz ter notado o erro no mesmo dia, após sair do cartório. A família decidiu então chamar o menino pelo nome correto, sem considerar o erro do registro. Segundo ela não houve transtornos nos seis anos seguintes. Os problemas começaram quando Crysthofer entrou na escola e chegou ao primeiro ano, em 2011, e começou a aprender a escrever.

“A professora queria que ele escrevesse do jeito que estava no registro. Eu expliquei que pretendia entrar na Justiça e disse que ele tinha que aprender do jeito certo”, lembra Ana Cláudia.  A professora concordou e o menino aprendeu a escrever o nome corretamente.

De acordo com a mãe, em 2011, ela procurou a Justiça Itinerante, onde foi orientada a ir até a Defensoria Pública. Com a ajuda de um defensor, conseguiu entrar com a ação para corrigir a certidão de nascimento. Após a ação e o recurso, Ana Cláudia comemora a mudança. “Foi um presentão de final de ano”.          

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