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Em plebiscito, alunos da USP se mostram a favor da PM no campus

Em plebiscito, alunos da USP se mostram a favor da PM no campus

Atualizado: Sexta-feira, 10 Junho de 2011 as 3:39

Os alunos da Escola Politécnica, segunda maior unidade de ensino da Universidade de São Paulo (USP), são favoráveis à presença da Polícia Militar (PM) dentro do campus, com base operacional, livre acesso a toda a área e treinamento policial especializado no público universitário. É o que mostra o resultado de um plebiscito realizado com universitários dos 17 cursos da Poli.      Os estudantes também são a favor de que a Guarda Universitária porte armas de fogo e de efeito moral para conter crises - os guardas seriam responsáveis pela segurança pessoal dos estudantes, e não apenas pela segurança patrimonial, como é hoje. Essas opiniões foram coletadas ao longo da semana. No total, 538 - 12% dos 4.500 alunos - participaram da votação.

Outra posição defendida pela maioria é que o portão de acesso da Favela São Remo, atualmente liberado, seja fechado durante a noite - os alunos são contrários, porém, a que o portão deixe de existir. A comunidade é vizinha à universidade. Os estudantes da Poli querem ainda que o acesso ao Campus Butantã, na Zona Oeste, seja aberto, mas controlado para veículos, pedestres e transporte público. Para 74% dos estudantes, os visitantes deveriam ser cadastrados ao entrar.

"A votação é representativa da posição dos estudantes. Quando os alunos apontam que são favoráveis à existência de bases da PM no câmpus e de rondas policiais, é porque não estão satisfeitos mesmo com a situação atual", disse o vice-presidente do Grêmio, Alexandre Angulo. A votação será repassada à Reitoria.

  A discussão sobre a segurança na USP ganhou força depois do assassinato do estudante Felipe Ramos de Paiva, de 24 anos, no dia 18 de maio, em uma tentativa de assalto. A Reitoria da USP e a Secretaria de Segurança Pública trabalham na elaboração de convênio para definir a participação da PM no policiamento do campus.

Nesta quinta-feira (9), um jovem se 22 anos se apresentou à polícia confessando ter matado Paiva. Irlan Graciano Santiago contou aos jornalistas que cometeu o crime "por necessidade".          

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