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Em Porto Alegre, protesto termina com 100 detidos

Em Porto Alegre, protesto termina com 100 detidos

Atualizado: Terça-feira, 25 Junho de 2013 as 5:10

Porto_AlegreO protesto na noite desta segunda-feira (24) terminou com saldo de 103 presos em Porto Alegre. Segundo o Centro Integrado de Comando da Cidade de Porto Alegre (Ceic), 15 manifestantes foram presos após os primeiros atos de vandalismo na Rua João Alfredo, no bairro Cidade Baixa. Os outros foram detidos devido a saques em lojas na Avenida Salgado Filho e na Rua Voluntários da Pátria, na região central da capital gaúcha.
 
 Todos foram encaminhados a um centro de triagem da Brigada Militar. Oito pessoas ficaram feridas e foram atendidas no Hospital de Pronto-Socorro (HPS). O protesto foi considerado encerrado pela Brigada Militar depois das 22h. Mais cedo, a caminhada chegou a reunir 10 mil pessoas de maneira pacífica até os primeiros confrontos e atos de vandalismo na Cidade Baixa.
 
De acordo com o Ceic, 17 contêineres foram queimados ao longo do percurso dos protestos. Durante o dia, foram retirados das ruas cerca de 80 lixeiras para evitar que o mesmo ocorresse. Uma banca de revistas também acabou incendiada nas proximidades do Hospital Santa Casa de Misericórdia. O Corpo dos Bombeiros foi acionado para controlar o fogo. Os bombeiros foram acionados para um total de 33 ocorrências.
Segundo comandante do Estado Maior da Brigada Militar, Alfeu Freitas Moreira, uma pessoa ainda foi presa portando uma TV de LCD furtada de uma loja de eletrodomésticos na Rua dos Andradas. "O manifestante já foi embora. Quem está aqui, está com o interesse de fazer bagunça. Pessoas quebraram vidros de automóveis, arranharam os carros. Estamos tentando conter essas pessoas e identificá-las", afirmou ao G1.
 
Agências bancárias tiveram seus vidros quebrados no Centro. Uma concessionária de veículos foi depredada na Avenida João Pessoa. Na Cidade Baixa, carros foram chutados e um chegou até a ser arrombado, paredes foram pichadas e contêineres foram derrubados e depredados.
 
Antes, perto da Usina do Gasômetro, um pequeno grupo de jovens chutou placas de sinalização de trânsito, quando foram repreendidos por outros manifestantes.
Na Rua Riachuelo, após passar mal com o gás lacrimogêneo jogado pelo Batalhão de Operações Especiais da Brigada Militar, um idoso de 76 anos foi socorrido imediatamente por moradores da Casa do Estudante Universitário. Com a demora de 35 minutos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, ele encontrou apoio nos jovens, que abriram as portas para ajudá-lo.
 
Concentração começou de maneira pacífica na prefeitura
Com cartazes e causas que iam de críticas contra a Copa e o transporte público, passando por reintegrações de posse, maus-tratos aos animais, PEC 37, manifestantes voltaram a se reunir em frente à Prefeitura de Porto Alegre no fim da tarde desta segunda-feira. A concentração começou por volta das 16h, mas às 19h20, 10 mil pessoas participavam do protesto, segundo a Brigada Militar
 
Para acompanhar o protesto, foram utilizadas 658 câmeras da EPTC e da Guarda Municipal e 48 câmeras do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp). Pelo menos 200 agentes da EPTC foram às  ruas do Centro de Porto Alegre para orientar os motoristas sobre mudanças no trânsito e desvios em função do protesto.
 
Na última quinta-feira (20), a manifestação contou com a participação de cerca de 20 mil pessoas. Após começar de forma pacífica, atos de vandalismo foram registrados. De acordo com o governador Tarso Genro, ações de segurança foram planejadas durante todo o dia para proteger a cidade de novas depredações.
 
Cartazes e várias causas
No final da tarde, diversos cartazes espalhados entre os manifestantes postados em frente à Prefeitura de Porto Alegre apontavam as cinco causas para os protestos. São elas: não à PEC 37, saída imediata de Renan Calheiros da presidência do Congresso, imediata investigação das irregularidades na Copa, corrupção como crime hediondo e fim do foro privilegiado.
 
Militantes do Levante Popular da Juventude se concentravam em frente ao prédio da Prefeitura em Porto Alegre e gritavam "Chega! Acabou! Eu não aguento! Esse sistema eu não aceito!".
Em frente à prefeitura, pessoas reclamavam também da remoção das casas de 400 famílias da Ponta Grossa para uma obra. “Disseram que pagariam aluguel social, mas pararam de pagar depois de um ano e isso faz quatro anos. Agora estamos em casas de amigos e parentes ou embaixo de lonas”, conta um manifestante.
 

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