MENU

Em recado a Serra, Lula diz que adversários terão de acordar mais cedo

Em recado a Serra, Lula diz que adversários terão de acordar mais cedo

Atualizado: Quinta-feira, 1 Abril de 2010 as 12

Em discurso na cerimônia de despedida de dez ministros que deixaram o governo federal nesta quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mandou um recado ao pré-candidato do PSDB ao Palácio do Planalto, José Serra, ao afirmar que seus adversários terão que "trabalhar muito mais" do que ele para chegar ao poder. Sem citar o nome de Serra, Lula disse que aqueles que "dormem até as 10h" terão que lutar para conseguir se eleger - numa referência indireta ao hábito de Serra de não acordar cedo.

"Quem quiser me derrotar, vai ter que trabalhar mais do que eu. Quem quiser dormir até as 10h, achar que deve fazer relação com formador de opinião pública, para me derrotar vai ter que pôr o pé no barro, viajar esse país. As pessoas têm que aprender que esse país não aceita mais ser tratado como país de segunda classe", afirmou.

Ao longo do discurso, Lula mandou vários recados à oposição. O presidente disse que o governo federal é o grande responsável por implantar políticas sociais no país, ao contrário de governos estaduais e municipais - uma vez que Serra governa São Paulo.

O presidente também mencionou o apagão que atingiu o país em 2001 ao afirmar que, durante o seu governo, não houve "surpresas" na área de energia elétrica. "Quantas aves de mau agouro torceram para que faltasse energia nesse país, para que tivesse o mesmo apagão de 2001? Vamos terminar o nosso governo sem ter o tão sonhado apagão dos nossos adversários."

Ao falar de políticas sociais implantadas durante o seu governo, com ênfase na população de baixa renda, Lula também criticou a oposição. "A coisa mais fácil para um presidente é cuidar dos pobres. Não tem nada mais barato do que cuidar dos pobres. Nós fizemos muito se comparado ao que era feito, mas fizemos pouco se comparado com o que temos que fazer", disse.

O presidente também rebateu críticas da oposição sobre a sua ligação com chefes de Estado de esquerda, como o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e do Irã, Mahmoud Ahmadinejad. "Sou amigo de todo mundo. Da mesma forma que abraço o Obama, abraço o Chávez. Um chefe de Estado não escolhe amizades, se relaciona com outros chefes de Estado. E tem gente que se incomoda: nossa, que baixinho metido. Será que esse Brasil não se enxerga? Quem é que disse que eles sabem mais do que nós", questionou.

Por: Gabriela Guerreiro

veja também