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Em São Paulo, rapaz é procurado por atropelar e matar jovem

Em São Paulo, rapaz é procurado por atropelar e matar jovem

Atualizado: Quinta-feira, 21 Novembro de 2013 as 6

atropelamento
O suspeito de atropelar e matar a jovem Jéssica Bueno Rodrigues da Silva, de 22 anos, na madrugada de quarta-feira (20), na região de Pirituba, na Zona Norte de São Paulo, continua sendo procurado pela polícia. Segundo a Polícia Civil, Wagner Fraga Ferreira, de 28 anos, não havia se apresentado até o início da manhã desta quinta-feira (21) para ser interrogado.
 
Jéssica foi atropelada por um Fiat Stillo amarelo. O motorista fugiu sem prestar socorro. Com o impacto da colisão, o corpo de Jéssica atravessou o para-brisa, ficou preso ao automóvel e foi carregado por 200 metros até o condutor e mais dois ocupantes pararem o automóvel e o abandorem na Ponte do Piqueri, que liga as avenidas General Edgar Facó e Ermano Marchetti.
 
O veículo foi apreendido e seu dono identificado pela Polícia Civil. A investigação quer saber se o proprietário dirigia o carro e quer ouví-lo. Além disso, investigadores buscam câmeras de segurança que possam ter registrado o acidente, já que testemunhas dizem que o motorista participava de um racha.
 
A vítima, que foi enterrada no fim da tarde desta quarta no Cemitério Nova Cachoeirinha, tinha uma filha de seis anos e estava indo a um show comemorar a conquista de um emprego novo.
 
Segundo o irmão de Jéssica, Diego Peres Rodrigues, ela estava feliz porque também havia conseguido um novo emprego e iria começar a trabalhar nos próximos dias. “Ela era batalhadora. Estava empregada, mas tinha passado na seleção para ser operadora de telemarketing e poder ajudar a filhinha”, disse Diego sobre a sobrinha. “Como vou explicar para a menina que a mãe dela morreu?”
 
Show sertanejo
Segundo o irmão, Jéssica foi atropelada quando estava com o noivo e mais dois casais de amigos a caminho do show do cantor sertanejo Gusttavo Lima, no Centro de Tradições Nordestinas.
De acordo com o relato das testemunhas, o grupo se preparava para pegar um ônibus na Ponte do Piqueri no momento em que um Fiat Silo amarelo que disputava racha com outro veículo avançou o sinal vermelho e atingiu a mulher na faixa de pedestres.
 
“Me contaram que o limite da via é de 60 km/h, mas que esse carro que atropelou minha irmã estava a mais de 100km/h”, disse Diego Rodrigues. “Para você ter uma ideia, o veículo passou tão rápido que acharam que ela tivesse sido sequestrada por ele.”
Diego relatou que as pessoas que acompanhavam Jéssica não viram o momento em que ela foi atingida pelo carro. Por isso, acharam que ela tinha sido sequestrada.
“Ela resolveu atravessar a rua antes do grupo quando um carro parou, outro desviou e um terceiro a atingiu. Num piscar de olhos ouviram um barulho e ela sumiu. Acharam até que era sequestro. Só a encontraram quando três pessoas não identificadas desceram do carro mais a frente e viram minha irmã. O corpo dela estava preso ao parabrisa dianteiro, com as pernas para cima, encaixadas no teto solar do carro, já sem vida”.
 
Sem intenção
O caso foi registrado como homicídio culposo (sem intenção de matar) a direção de veículo automotor e fuga de local de acidente no 91º Distrito Policial, Ceasa, na Zona Oeste. Apesar disso, o caso será investigado pelo 7º DP, Lapa, responsável pela área onde ocorreu o atropelamento.
 
“Na delegacia os policiais me disseram que o caso da minha irmã só seria investigado na quinta porque esta quarta é feriado”, reclamou Diego. A informação foi negada à equipe de reportagem pela assessoria de imprensa da Secretaria da Segurança Pública (SSP). De acordo com a pasta, o 7º DP investiga o caso desde a manhã.
“Neste país não existe o quê? Justiça. Ele [motorista] fugiu do flagrante e não vai acontecer absolutamente nada, nada. É o país da gente”, disse Rose dos Santos, prima da vítima. "Se for encontrado não será preso porque não teve flagrante e vai responder por um crime culposo, sem intenção de matar".
 

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