MENU

Em SC, PMDB fecha com Colombo, mas se divide entre Serra e Dilma

Em SC, PMDB fecha com Colombo, mas se divide entre Serra e Dilma

Atualizado: Terça-feira, 17 Agosto de 2010 as 9:50

Prefeitos, vices, vereadores e candidatos a deputados estaduais e federais dos nove partidos que compõem a coligação (DEM-PMDB-PSDB-PPS-PTB-PSL-PSC- PTC-PRP) reuniram-se na tarde desta segunda-feira em Florianópolis em apoio a Raimundo Colombo (DEM) na corrida à sucessão estadual.

Mas, se a adesão ao nome do demista para o governo de Santa Catarina foi unânime, o mesmo não ocorreu em relação à presidência: destoando do coro pró-José Serra, parte do PMDB ignorou as bandeiras do tucano distribuídas na entrada e pediu votos para Dilma Rousseff (PT), de quem não se achava nem um reles adesivo no local. Somadas, as legendas que formam a aliança contam com a maior base eleitoral do Estado. São 198 prefeitos e 1742 vereadores, contra 57 e 600 da chapa de Angela Amin (PP) e 36 e 300 da de Ideli Salvatti (PT).

Na primeira parte do encontro, realizado no centro de convenções CentroSul, integrantes de cada um dos três principais partidos da coligação conversaram em salas separadas - no reduto dos tucanos, o grande ausente era o governador Leonel Pavan, que já declarou sua neutralidade no primeiro turno das eleições. Depois, todos se encaminharam para o auditório onde já estavam os peemedebistas, tanto os aliados de Serra quanto os de Dilma.

A mesa refletia o racha do partido, que indicou os vices de Colombo (Eduardo Pinho Moreira) e de Dilma (Michel Temer). Fiel à orientação da cúpula nacional, o presidente estadual da legenda, João Matos, deixou clara sua posição. “Assim como a ‘família PMDB’ está unida em torno de Colombo e Moreira, tem que estar unida em torno de Dilma e Temer”, afirmou, endossado pelo ex-governador Paulo Afonso Vieira.

O discurso de Matos não ecoou entre Moreira e o também ex-governador (e candidato ao Senado) Luiz Henrique da Silveira. “Não importa que o PMDB nacional vá com Renan, Sarney e Jader Barbalho. Eu vou com meus companheiros do PMDB de Santa Catarina, com José Serra, com o Democratas, com os que me foram leais”, disse Luiz Henrique. Lealdade foi também o mote usado por Moreira para justificar sua desistência de concorrer ao governo para se filiar ao projeto de Colombo. “Em um eventual segundo turno, ficaríamos isolados dos que foram nossos aliados”, explicou.

Em sua manifestação a favor de Colombo, Luiz Henrique voltou a prometer que o candidato vai arrancar com “100 mil votos” à frente em Joinville, sua base política e maior colégio eleitoral do Estado e calculou outros “200 mil votos” de vantagem na região que vai de Lages (na Serra, base de Colombo) a São Miguel do Oeste (no Extremo Oeste). “Acho que ganharemos ainda no primeiro turno, dada a fragilidade dos adversários”, declarou. “O 25 é o nosso 15 mais um candidato que é nota 10.”

Em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto – lideradas por Angela Amin (PP) –, Colombo lembrou que sua parceria com o PMDB não vem de hoje. Quando ele era suplente de deputado estadual, foi chamado pelo então governador Paulo Afonso (1995-1999) para presidir a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan). “Sou muito grato ao que o PMDB já fez por mim. E é um apoio que não vem condicionado a nada”, observou.

Com ou sem exigências do partido em troca de apoio, o candidato ressaltou que a participação peemedebista em seu governo será na proporção dos votos que o partido fizer para a Assembleia Legislativa.

veja também