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Em simulado, bombeiro de SP vê mesmo cenário de ataque em Oslo

Em simulado, bombeiro de SP vê mesmo cenário de ataque em Oslo

Atualizado: Sábado, 23 Julho de 2011 as 10:42

O simulado realizado nesta sexta-feira (22) no Hotel Grand Hyatt, na Zona Sul de São Paulo, mostrou que as equipes de emergência da cidade estão preparadas para agir caso haja na cidade ocorrência como a explosão na sede do governo da Noruega, ocorrida também nesta sexta-feira. A opinião é do tenente Marcos Palumbo, do Corpo de Bombeiros, que avaliou que o cenário parecia igual para quem participou do simulado durante o dia e viu as imagens da explosão na Noruega pela televisão e internet, à noite.

"Parecia o mesmo cenário que a gente estava vendo hoje. O resultado foi muito positivo", disse eles, sobre a simulação. "Eu não diria que podemos evitar [um ataque terrorista]. Nunca tivemos atentados como esse no Brasil, mas precisamos estar antenados", disse.   Palumbo afirmou que a avaliação dos resultados do simulado em São Paulo deverá ser realizada em reunião marcada para a próxima semana.

Na simulação do Corpo de Bombeiros em São Paulo, dois homens uniformizados como funcionários do hotel driblam a segurança e cometem um atentado terrorista que deixa 30 pessoas feridas. Três explosões aconteceram em sequência: em um carro estacionado em frente ao prédio, dentro do hotel e na entrada da suíte presidencial. O exercício busca preparar a cidade para a Copa do Mundo de 2014. Segundo Palumbo, na simulação, bombas que foram deixadas pelos terroristas foram identificadas pelos cães e desarmadas pelo grupo antibomba. O simulado serviu para que o Corpo de Bombeiros e o Grupo de Ações Táticas da PM pudesse saber como fazer o resgate da suíte do hotel de 22 andares.

"Nunca tínhamos feito um treinamento desse. O esquadrão antibomba foi ao 22º andar de helicóptero enquanto outra equipe foi por terra. Treinamos tática de invasão do local por terra, com agentes protegidos com roupas especiais, com cães para fazer a varredura e achar o artefato."

Palumbo disse que foram empregados agentes treinados no Peru e na Nicarágua para resgatar pessoas presas em estruturas colapsadas. "Também empregamos gente treinada para salvamento em altura, com equipes treinadas para tirar pessoas de marquises", disse Palumbo.

O tenente disse que só se consegue chegar a resultado de resgate de salvamento e incêndio se for realizado treinamento.

"Seis meses antes da queda do avião da TAM, a gente pediu ajuda ao pessoal de uma escola de samba e fez um avião de 35 metros, que simuladamente - olha a coincidência - caía entre um posto de gasolina e posto comercial. Na hora que chegou a ocorrência, parecia uma xerox do simulado. As equipes rapidamente identificaram onde estava a caixa preta. Os órgão de resposta precisam estar todos juntos para dar a melhor resposta", afirmou. "Espero que dessa vez, o simulado não se repita na vida real", afirmou.

O coronel Jair Pacca de Lima, da Defesa Civil, também disse que a cidade está preparada para evento do mesmo nível do que ocorreu na Noruega. Ele também utilizou como exemplo dessa preparação o acidente com o avião da TAM. "No meio da cidade, nós conseguimos dar resposta. E se fosse um atentado? A cidade de São Paulo estaria preparada para isso", afirmou.

"Tivemos resultado muito positivo. Foram palavras do coronel Luiz Navarro", disse, citando o comandante da operação. "A gente conseguiu avaliar a capacidade de resposta, capacidade de equipamentos, de como a gente pode aplicar técnicas para ter respostas mais rápidas", afirmou.    

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