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Empréstimo para o BNDES não preocupa a administração da dívida pública

Empréstimo para o BNDES não preocupa a administração da dívida pública

Atualizado: Sexta-feira, 23 Julho de 2010 as 9:22

O empréstimo de R$ 80 bilhões para o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não preocupa a administração da dívida pública, afirmou hoje (22) o coordenador de Operações da Dívida Pública, José Franco de Morais. Segundo ele, a ajuda para a instituição financeira teve impacto marginal sobre o Tesouro Nacional. “O empréstimo para o BNDES não é preocupante. Mesmo com a operação, estamos próximo do limite mínimo do PAF [ Plano Anual de Financiamento ]”, ressaltou Franco. Documento que estabelece parâmetros para a dívida pública, o PAF estima que a Dívida Pública Federal deverá encerrar o ano entre R$ 1,6 trilhão e R$ 1,73 trilhão. De acordo com o coordenador, a elaboração do PAF levou em conta o reforço de caixa para o banco estatal.

Franco destacou ainda que a relação entre a dívida pública e o produto interno bruto (PIB) está bem comportada nos últimos anos, o que não afetará a credibilidade do Brasil diante dos investidores. Atualmente, a dívida pública líquida corresponde a cerca de 40% do PIB.

No primeiro semestre de 2010, a DPF aumentou R$ 115 bilhões. Desse total, R$ 31 bilhões foram resultado de emissões líquidas de títulos e R$ 84 bilhões corresponderam ao reconhecimento de juros. Se o Tesouro não tivesse emprestado recursos para o BNDES, a DPF teria subido cerca de R$ 30 bilhões.

Esse número, no entanto, leva simultaneamente em conta o que o país deve e tem a receber. O empréstimo para o BNDES eleva a dívida bruta, mas não tem impacto sobre a dívida líquida porque se trata de uma operação dentro do setor público.

Em junho, a participação de estrangeiros na dívida pública interna voltou a bater recorde. No mês passado, os investidores internacionais detinham 9,35% da dívida mobiliária (em títulos) interna, equivalente a R$ 139 bilhões. Em maio, a participação somava 8,95% (R$ 133 bilhões).

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