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Enchente deixa 120 famílias desabrigadas em Cotia, na Grande SP

Enchente deixa 120 famílias desabrigadas em Cotia, na Grande SP

Atualizado: Quarta-feira, 28 Outubro de 2009 as 12

Cerca de 120 famílias de Cotia, na Grande São Paulo, estão desabrigadas depois da enchente causada pelo rio de mesmo nome que corta a cidade. Seis bairros foram alagados, e parte do Morro do Macaco deslizou. O temporal também provou estragos em Carapicuíba e Barueri, também na região metropolitana.

As famílias desabrigadas em Cotia foram abrigadas por amigos e parentes. Segundo os técnicos da Defesa Civil da cidade, os piscinões do município podem não ter suportado tanta chuva. "Nós temos aqui embaixo do nosso sistema dois piscinões, que são controlados mecanicamente. Vamos checar para ver se eles chegaram à capacidade máxima", explicou José Rafael Miguel, coordenador da Defesa Civil.

Em Carapicuíba e Barueri, cerca de 50 casas foram atingidas após o transbordamento do Rio Cotia. Ele ficou quase dois metros acima do normal, de acordo com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

Para a companhia, a inundação não tem relação com a barragem construída há mais de 20 anos para facilitar a captação de água. "Aquela barragem tem permanentemente água passando por cima. Estrutura que permite apenas a gente captar água. Esse problema aconteceria independentemente dessa estrutura existir ou não", explicou Hélio Castro, superintendente de produção de água da Sabesp.

Na manhã desta quarta-feira, dia 28, a correnteza na barragem continuava forte, mas o leito do rio já havia voltado ao normal e as casas não estavam mais cobertas pela água.

A região inundada é uma área de preservação permanente, e não deveria ter moradias. As prefeituras das cidades atingidas dizem que muitas das casas ao lado do rio foram construídas irregularmente. Entretanto, os moradores alegam que pedem a canalização do rio há anos. Elas também informam ter escritura dos imóveis.

Chuva

Correnteza ou não, a quantidade de chuva que ficou registrada pelos radares impressiona até quem estuda fenômenos climáticos. Este ano já choveu 5% a mais do que em 2008. E até dezembro esse número deve ser ainda maior, alerta o professor Augusto José Pereira Filho, do Instituto de Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP).

"Vamos continuar tendo aí períodos de chuva intensa e agora, com características mais localizadas, essas enchentes localizadas, que são muito comuns na época de primavera e no verão aqui na região metropolitana de São Paulo", afirmou.

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