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Enchente leva cobras e jacarés para perto de casas no Pará

Enchente leva cobras e jacarés para perto de casas no Pará

Atualizado: Quinta-feira, 7 Maio de 2009 as 12

A chuva causa prejuízos no Pará. Em Santarém, a água subiu tanto que quase alcança os telhados das casas. Há cobras e jacarés no entorno dos imóveis e as famílias temem que as crianças caiam na água. Nesta quinta-feira, 7 de maio, devem chegar cestas básicas na região oeste, a mais prejudicada pelas cheias.

Segundo a Defesa Civil, dez mil cestas básicas foram enviadas para as 165 mil pessoas atingidas pelas enchentes no estado. E subiu para 31 o número de municípios em situação de emergência no Pará.

 O Rio Amazonas avançou sobre as comunidades da área rural de Santarém. Cada vez que a água sobe muito, os moradores fazem um novo assoalho. Em uma, o piso de madeira agora está bem perto do teto. "Já levantei o assoalho três vezes", diz um morador.

Cobras e jacarés são uma ameaça. Uma mulher que tem três filhas encontrou uma serpente dentro de casa. "Já escapou de morder a gente, já matamos tanta cobra. Em uma árvore, matamos cinco", conta.

 A água contaminada é outro perigo para os moradores. Em muitos locais, não há água potável.

Uma embarcação da Marinha levou roupas para os moradores que também sofrem com a falta de comida.  

A prefeitura de Porto de Moz informou que só naquele município quatro pessoas morreram afogadas, incluindo três crianças. "A vigilância tem que ser redobrada. Às vezes acontece de não ter vigilância e a criança cair na área", comenta uma autoridade.

Amazonas

No Amazonas, mais dois municípios entraram na lista dos mais atingidos: Uarini e Silves. Agora, são 43 as cidades afetadas pela cheia do Rio Amazonas.

A situação mais grave é no interior do estado: 20 mil famílias estão desabrigadas. No sul do Amazonas, uma criança morreu afogada.

Em Manaus, o Rio Negro sobe, em média, três centímetros por dia. A água começa a atingir o centro histórico. Faltam dez centímetros para o nível atingir a cota de alerta.

Bahia

Em Salvador, chovia forte no início da manhã desta quinta-feira. A maior preocupação é com as áreas de risco. São 1.077 pontos. Segundo especialistas, 70% das construções da cidade são irregulares.

A chuva provocou o deslizamento de um barranco. A Defesa Civil aconselhou as famílias a deixarem o local. Segundo a prefeitura, os moradores foram realocados.

As buscas a uma menina de 6 anos devem ser retomadas. Ela e a mãe foram arrastadas pela enxurrada e desapareceram, na terça-feira, 5 de maio. O corpo da mulher e de um rapaz de 20 anos foram encontrados na quarta-feira, dia 6.

Maranhão

No Maranhão, outro estado atingido pela chuva, a preocupação é com o risco de desabastecimento. A maior parte dos legumes, frutas, verduras e produtos industrializados que abastece São Luís e outros municípios sai de outros estados. Sete rodovias federais estão com problemas graves.

A BR-316, que liga o Nordeste ao Norte do país, e a BR-010, que liga o Norte ao Centro-Oeste, são os principais corredores de entrada desses produtos. Uma das soluções encontradas para liberar o tráfico na BR-316 é uma ponte metálica que o Exército está levando do Rio Grande do Sul e só deve chegar na próxima semana.

Piauí

No Piauí, já são 50 mil pessoas desabrigadas ou desalojadas. Subiu para 29 o número de municípios em situação de emergência por causa da chuva. A situação é mais grave na região norte. Na cidade de Barras, 60% das casas, incluindo o centro comercial, estão debaixo d’água.

No interior, o nível dos rios subiu tanto que ameaça os cabos de transmissão de energia elétrica. Por questão de segurança, a companhia energética do Piauí suspendeu parcialmente o fornecimento de luz para 14 cidades.

Em Teresina, voltou a chover durante a noite de quarta. São 15 mil desabrigados ou desalojados na capital. E a Polícia Militar teve que acionar 240 homens para evitar saques nas casas atingidas pela enchente.

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