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Equipes de saúde no RJ se preparam para mais casos de leptospirose

Equipes de saúde no RJ se preparam para mais casos de leptospirose

Atualizado: Quinta-feira, 20 Janeiro de 2011 as 2:39

As equipes de saúde que atendem as vítimas das enchentes na Região Serrana do Rio de Janeiro se preparam para um aumento no número de casos de doenças ligadas a alagamentos, como tétano, leptospirose e diarreias, nos próximos dias, segundo o superintendente de Vigilância Ambiental e Epidemiológica da Secretaria de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro (Sesdec-RJ), Alexandre Chieppe.

"O crescimento dos casos por conta de lama ou água contaminada ainda não existe nos serviços de saúde montados, mas é claro que nós estamos nos preparando para isso nos próximos dias", afirmou Chieppe. "O período de incubação das doenças fica entre 3 e 45 dias, dependendo da patologia." Por enquanto, os atendimentos se concentram nos ferimentos ligados diretamente aos acidentes na hora da chuva.     Ainda não há, segundo Chieppe, um aumento na incidência de casos de leptospirose, diarreias agudas e hepatite A. "Nós vamos manter todos os hospitais de campanha e todos os serviços montados, esperando o aumento no número de pacientes. Caso isso não ocorra, ótimo. Mas nós trabalhamos com a possibilidade desse crescimento acontecer", disse Chieppe.   Preocupação

Uma das principais preocupações da Vigilância Sanitária fluminense é o tétano. Vacinas contra a doença e a difteria foram distribuídas nas cidades da Região Serrana. "Sobre o tétano, a nossa ação foi distribuir as imunizações, mas nós já temos uma boa cobertura contra essa patologia no Rio de Janeiro", afirma Chieppe.

A recomendação da Vigilância aos funcionários das redes pública e particular de saúde é redobrar a atenção para pessoas com sintomas como dor no corpo e febre. "Especialmente para os atendidos com origem na Região Serrana, por precaução, é preciso assumir que todos estiveram em contato com as enchentes", diz Chieppe.

Ele também lembra que os mesmos sintomas podem representar diversas doenças. "No início do desenvolvimento da doença, a presença do médico é importante para saber distinguir aquilo que parece leptospirose de uma gripe ou hepatite A", afirma.    

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