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Erenice pede para ser investigada por Comissão de Ética

Erenice pede para ser investigada por Comissão de Ética

Atualizado: Segunda-feira, 13 Setembro de 2010 as 1:10

A assessoria de imprensa da Casa Civil informou nesta segunda-feira (13), em nota, que a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, solicitou à Comissão de Ética Pública da Presidência da República a "imediata instauração de procedimento para apurar a sua conduta em relação às notícias publicadas pela revista Veja desta semana". Em ofício encaminhado à comissão, a ministra se dispôs a abrir seus sigilos bancário, telefônico e fiscal, assim como os sigilos de seu filho Israel. A comissão está reunida e, segundo seu presidente, Sepúlveda Pertence, pode discutir o caso ainda hoje.

Segundo a publicação, Erenice, que substituiu a candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, na Casa Civil, teria atuado para viabilizar negócios nos Correios intermediados por uma empresa de consultoria de seu filho, Israel Guerra. Erenice teria se encontrado com o empresário Fábio Baracat, ex-sócio da MTA Linhas Aéreas, que atua com transporte de correspondências. De acordo com a Veja a publicação, os quatro encontros entre Erenice e o empresário aconteceram fora da Casa Civil. A atual ministra nega os encontros fora de agenda oficial. No último desses encontros, Erenice teria cobrado Baracat por um pagamento atrasado.

No sábado (11), Erenice divulgou nota negando as informações da revista. "Sinto-me atacada em minha honra pessoal e ultrajada pelas mentiras publicadas sem a menor base em provas ou em sustentação na verdade dos fatos, cabendo-me tomar medidas judiciais para a reparação necessária", diz a ministra, na nota.

Uma nota atribuída ao empresário Fábio Baracat, que espalhou-se por vários blogs na noite de deste sábado, desmente a reportagem. "Fui surpreendido com a matéria publicada na revista Veja neste sábado, razão pela qual decidi me pronunciar e rechaçar oficialmente as informações ali contidas", diz o empresário na nota.

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