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Escola de aluno morto após tiro só será reaberta na segunda-feira

Escola de aluno morto após tiro só será reaberta na segunda-feira

Atualizado: Quinta-feira, 30 Setembro de 2010 as 10:46

A Escola Adventista de Embu, na Grande São Paulo, só terá suas aulas retomadas na próxima segunda-feira (4), segundo informações da assessoria de imprensa. Um aluno de 9 anos morreu nesta quarta-feira (29) após ser baleado dentro de sala de aula. A escola permanecia fechada nesta quinta-feira (30), e há expectativa da realização de perícia no local ainda nesta manhã.

O crime aconteceu por volta de 12h de quarta. As aulas já tinham acabado quando professores e funcionários ouviram o barulho de um tiro e encontraram Miguel Cestari Ricci dos Santos já baleado dentro de uma sala de aula, sozinho. O enterro do menino está marcado para as 16h30 desta tarde, no Cemitério São Paulo, na Zona Oeste de São Paulo.

Nesta manhã, uma faixa preta em sinal de luto cobria parte do portão. Funcionários estiveram no local, assim como as famílias de alguns alunos, que não sabiam do cancelamento das aulas ou queriam saber como estava a situação. Foi o caso do empresário Alex Rodrigues, tio de uma menina que estuda no local. Segundo ele, a família provavelmente irá tirar a criança de 3 anos da escola.

"Ela está um pouco assustada, esta bastante inconformada. A família já esta cancelando os estudos, a gente não vai continuar aqui. Pela idade acho que não entende, mas fica muito assustada. Acredito que aqui ela não vai estudar mais não, colocamos ela aqui por conta da segurança que a escola proporciona, mas infelizmente deixou a desejar”, afirmou ele.

Durante a noite, policiais visitaram casas de alunos para tentar identificar quem estava com a arma que baleou a criança, que também não foi encontrada. Logo após o crime, policiais entraram no colégio para procurar a arma, mas nada foi encontrado. Para a polícia, o tiro à queima-roupa foi disparado por outra criança do mesmo colégio.

Os próprios funcionários da escola levaram Miguel até um hospital particular. O menino entrou na emergência em estado de choque e chegou a passar por cirurgia, mas morreu.

Assim que foram informados da tragédia dentro da escola, parentes da criança passaram a cobrar explicações. “A professora não soube explicar, ninguém soube explicar”, disse Danielle Cestari, madrinha da criança. Chocados, os pais de Miguel deixaram a delegacia no fim da tarde em silêncio.

O advogado do colégio, Lélio Lellis, disse que a maior preocupação é com a família do menino. “Estamos solidários aos pais, vamos prestar todo o apoio e colaborar com as autoridades. Vamos prestar os esclarecimentos oportunos na hora certa. O que temos até agora não é sólido. Nem as autoridades sabem o que aconteceu”, afirmou.

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