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'Escutei o tiro e ouvi minha filha gritar', diz mãe de menina baleada

'Escutei o tiro e ouvi minha filha gritar', diz mãe de menina baleada

Atualizado: Sexta-feira, 16 Setembro de 2011 as 2:48

Menina foi baleada na Vila Cruzeiro

(Foto: Thamine Leta/G1)

  “Eu estava dentro de casa, quando escutei o tiro e em seguida ela gritou. Comecei a tremer, sai correndo para socorrer”, contou a dona de casa Maria José dos Santos, mãe da menina de 7 anos que foi atingida por estilhaços, na manhã desta sexta-feira (16). Ela ficou ferida durante uma troca de tiros entre um suspeito e agentes da Força de Pacificação na Vila Cruzeiro, no Conjunto de Favelas da Penha, na Zona Norte do Rio.

“Eram 7h15 e ela estava indo para a escola acompanhada do meu filho Daniel, de 11 anos. Ela foi baleada muito perto da minha casa, eu fui correndo socorrer e quando cheguei perto dela só tinha homens do Exército. Eu não escutei tiros, foi só um tiro”, relatou Maria José.

Segundo o capitão Rodrigo Sobral, uma equipe da Força de Pacificação fazia um patrulhamento de rotina pela comunidade quando se deparou, num beco, próximo à Praça São Lucas, com um homem em atitude suspeita. De acordo com o capitão, o suspeito percebeu a aproximação dos militares e atirou contra a tropa. Um militar reagiu e também disparou. O homem conseguiu fugir.

“Aí eu perguntei para os homens do Exército se eles tinham atirado na minha filha, e eles falaram que não. Sangrou muito, levamos ela para o Hospital Getúlio Vargas, e ela deve vir para casa hoje”, disse Maria José. A menina foi liberada do hospital e se encaminhou para o Instituto Médico Legal para fazer exames periciais. A Polícia Civil informou que em seguida a menina voltaria para casa.

O capitão Sobral informou que o Exército está instaurando inquérito para apurar de que arma partiu o tiro que atingiu a menina. O caso também é investigado por policiais da 22ª DP (Penha). No início da tarde desta sexta, a Polícia Civil realizava uma perícia na rua onde aconteceu o incidente.

De acordo com o delegado José Pedro Costa , testemunhas que presenciaram o fato serão ouvidas ainda nesta sexta. “Nós estamos já fazendo um procedimento e vamos solicitar perícia para o local, identificação das armas através de um contato com o Maciel (comandante da Força de Pacificação) e identificar quem foi o autor do disparo” disse o delegado.            

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