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Estoques de combustíveis nos postos duram até amanhã, em São Paulo

Estoques de combustíveis nos postos duram até amanhã

Atualizado: Terça-feira, 6 Março de 2012 as 9:46

A greve dos transportadores de combustíveis entra no segundo dia e já começa a afetar a oferta do produto em alguns postos em São Paulo. Segundo a entidade que representa todos os postos de gasolina na capital, nenhum estabelecimento recebeu combustíveis na segunda-feira (2). "Certamente haverá uma corrida dos consumidores aos postos e os estoques irão durar, na melhor das hipóteses, até a próxima quarta-feira (7)".

A previsão foi divulgada em nota pelo sindicato e enviada ao prefeito Gilberto Kassab, na terça-feira (6). O documento, assinado pelo presidente da entidade José Paiva Gouveia, pede que a prefeitura abra as negociações com os envolvidos na paralisação para evitar "um colapso no abastecimento". Ontem, no primeiro dia da greve, nenhum caminhão saiu das três principais distribuidoras da capital - no Ipiranga, zona sul, Guarulhos e Barueri.

Segundo Gouveia, após um reposição de combustíveis, os estoques podem durar de três a quatro dias - dependendo da procura. Como sexta, sábado e domingo são os dias de maior movimento, os estoques dos postos estão baixos. Com isso, muitos pontos já estão sem alguns combustíveis. Há aproximadamente 2.000 estabelecimentos na capital, além de outros 4.500 no Estado. 

Outro ponto abordado pelo sindicato na nota foi a restrição aos caminhões, que passou a ser fiscalizada ontem pela Companhia de Engenharia e Tráfego (CET). "Até que se encontre uma solução para o problema, que seja permitida a circulação, pela Margina Tietê, dos caminhões tanques que abastecem os postos da capital". 

Paralisação

Na segunda-feira, ao confirmar o início da paralisação, o presidente do Sindicato dos Transportadores de Cargas Líquidas e Corrosivas do Estado de São Paulo, Bernabé Gastão, confirmou a possibilidade de uma greve nacional. "Se caso o governo não se manifestar, outros cerca de 20 sindicatos do País já confirmaram a adesão à paralisação".

Gastão disse ainda que não há previsão do retorno ao trabalho e que, a partir do segundo dia da interrupção da entrega dos combustíveis, os postos de combustíveis começariam a sentir o reflexo da paralisação e a apresentariam falta de combustível. Só na capital paulista cerca de 54 mil veículos estão cadastrados.

"Desde dezembro do ano passado, o Sindicato dos Transportadores de Rodoviários de Autônomos de Bens do Estado de São Paulo (Sindicam-SP) vem pedindo uma audiência com prefeito Gilberto Kassab e o secretário de transporte para encontrar uma solução e em nenhum momento eles responderam", explica Gastão.

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