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'Estou aliviada', diz mãe de Mércia sobre decisão judicial

'Estou aliviada', diz mãe de Mércia sobre decisão judicial

Atualizado: Quarta-feira, 23 Fevereiro de 2011 as 1:09

A mãe da advogada Mércia Nakashima, Janete Nakashima, afirmou no fim da manhã desta quarta-feira (23) estar “aliviada” com a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) de manter o pedido de prisão preventiva para o policial militar aposentado Mizael Bispo de Souza e do vigia Evandro Bezerra Silva, que são acusados de matar a advogada em maio de 2010. Os dois estão foragidos.

“Estou aliviada, porque sei que, graças a Deus, a Justiça prevalece”, afirmou. Janete, que acompanhou a sessão, estava bastante nervosa e saiu em uma cadeira de rodas do Tribunal de Justiça. Ela sofreu um acidente de carro no interior de São Paulo e teve uma fratura na clavícula e três costelas quebradas. O automóvel em que estava com o filho, Márcio Nakashima, foi seguido por uma moto e acabou caindo em um barranco. A polícia investigava se o acidente teria alguma relação com o assassinato de Mércia.

“Para ele, é pouco o que está acontecendo. Hoje ele está foragido e sei que vai continuar, porque ele é um covarde, mas sei que a Justiça de Deus será feita”, afirmou Janete.

Integrantes da Marcha Mundial das Mulheres, com faixas com frases de protesto, acompanharam o julgamento do mérito do habeas corpus diante do Tribunal de Justiça. A avó materna de Mércia também esteve presente. “Eu só espero que a Justiça seja feita”, declarou Ivone Ferreira de Carvalho. Ela, que já sofreu um infarto após o assassinato da neta, disse que tem tomado medicamentos fortes. “Estou a ponto de infartar outra vez. É muita coisa. O coração não agüenta.”

A avó da advogada, que levou uma sacola cheia de camisetas com o retrato da neta, disse que a família segue “muito ressentida, muito magoada”. “Chega domingo, um olha para o outro, está faltando alguém”, disse.

Recurso da Defesa

O advogado Ivon Ribeiro afirmou que a defesa de Mizael Bispo vai recorrer. “Vamos recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), porque não concordamos com a manutenção do pedido de prisão fundada somente em boletins de ocorrência. (...) Não existe prova, nem foi dito em nenhum momento que ele foi o autor das ameaças”, declarou.

Para Ribeiro, o fato de seu cliente estar foragido desde a que a prisão dos acusados foi decretada em dezembro de 2010, não influenciou negativamente a decisão dos desembargadores. “Se a evidência não é justa aos olhos de quem é acusado ele tem direito de se homiziar”, disse. Ele acredita que o cliente não irá se entregar.

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