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Estrangeiros vão a Teresópolis ajudar as vítimas da chuva

Estrangeiros vão a Teresópolis ajudar as vítimas da chuva

Atualizado: Sexta-feira, 28 Janeiro de 2011 as 8:26

A boa vontade em ajudar aqueles que perderam tudo no desastre provocado pela chuva em Teresópolis atraiu voluntários de todas idades e locais, até mesmo do exterior. Um grupo de sete jovens estrangeiros arrumou as malas e partiu rumo à serra do Rio, após ver pela televisão o cenário de destruição que se instalou pela cidade.

A americana Nicohl Halversan, de 26 anos, está no Brasil há 9 meses. Ela veio ao país para trabalhar num orfanato em Xerém, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A jovem conta que ficou chocada ao ver as ruas do bairro do Campo Grande, um dos mais atingidos pela chuva, debaixo de terra, lama e escombros.     NIcohl roda o mundo em prol de ações humanitárias. Em seu passaporte constam missões em Moçambique e Malawi. Ela diz que a tragédia provocada pela chuva em Teresópolis é tão triste quanto a situação em que vivem os países africanos.

“Achei que não fosse me chocar tanto, por já estar acostumada a trabalhar em países em situação mais crítica. Mas quando cheguei aqui e vi postes caídos nas ruas, casas destruídas e pessoas necessitando de comida, carinho e atenção, fiquei muito comovida”, fala a jovem.

Solidariedade brasileira

O australiano Matthew Toy trabalha no grupo como motorista e eletricista. Ele diz que se surpreendeu com a solidariedade do povo brasileiro.

“Fiquei impressionado como os abrigos estão organizados e como as pessoas doaram alimentos, roupas, dinheiro. Vou ajudar a distribuir o material para as regiões mais afastadas da cidade. Nosso grupo trouxe uma caminhonete e um outro carro para ajudar no transporte”, explica.

Os estrangeiros se tornaram os queridinhos entre os voluntários que atuam no ginásio poliesportivo Pedrão, um dos principais pontos de distribuição de donativos em Teresópolis. Por onde passam, sempre há pessoas querendo saber mais sobre os seus países de origem.

Aulas de artes marciais

O inglês Jeremy Twigg vai montar oficinas de jiu-jitsu, aikidô e kickboxing para os voluntários e vítimas da chuva. Além dele, o grupo de gringos é formado por argentinos, ingleses, alemães, espanhóis e americanos.

“No nosso grupo há três pessoas que sabem lutar artes marciais, então vamos passar também esse conhecimento para as pessoas, até mesmo porque elas precisam se entreter com algo, para tentar esquecer a tragédia”, conta o turista.    

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