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Estudantes barram entrada em prédio da Unesp em apoio a alunos da USP

Estudantes barram entrada em prédio da Unesp em apoio a alunos da USP

Atualizado: Quarta-feira, 23 Novembro de 2011 as 3:11

Pelo menos 100 estudantes da Faculdade de Ciências e Letras (FCL) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Araraquara, no interior de São Paulo, iniciaram nesta quarta-feira (23) uma paralisação em apoio aos estudantes da Universidade de São Paulo (USP), que reivindicam a saída da Polícia Militar do campus da capital paulista. Uma barricada com carteiras e tapumes foi montada na porta de um dos prédios do campus para impedir que os alunos chegassem às salas de aula. “Colocamos as carteiras na porta para fazer com que as pessoas discutissem os problemas enfrentados pela universidade”, afirmou Gabriel, de 23 anos, estudante de Ciências Sociais que não quis divulgar o sobrenome.

De acordo com Natália, outra participante da paralisação e também estudante de Ciências Sociais, o movimento é contrário à presença da PM dentro das universidades, mas também reivindica melhorias no ensino e discute mais verbas para o ensino público.

Indignação

Alguns estudantes e professores que discordam do movimento foram realocados para outras salas da universidade, mas grande parte dos alunos ficou sem aula.

A paralisação, que deve durar apenas um dia, foi decidida em duas assembleias com participação de 300 alunos. De acordo com os participantes do movimento, o número é expressivo, embora muitos alunos não tenham se interessado em participar da discussão sobre o movimento. “Quando isso ocorre, a decisão tomada é legítima”, afirmou Gabriel.

O estudante do curso de letras Caio Oliveira, de 25 anos, que discorda da paralisação, se mostrou frustrado por não ter aula. “Ninguém discorda do que estão manifestando, eles têm fundamento, mas os métodos não são corretos”, afirmou. “Todo mundo entrou aqui para ter aula, não para mudar o mundo. Mudar o mundo é consequência de uma boa formação.”

Segundo o diretor em exercício da Faculdade de Ciências e Letras, Luiz Antônio Amaral, não houve a necessidade de chamar a polícia, mas toda a ação foi filmada nesta quarta-feira para evitar acusações por parte dos manifestantes.

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