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'Eu gritei: vai afundar', conta sobrevivente de naufrágio em Brasília

'Eu gritei: vai afundar', conta sobrevivente de naufrágio em Brasília

Atualizado: Segunda-feira, 23 Maio de 2011 as 12:14

O garçom Eraldo Saldanha, que estava no barco que naufragou no Lago Paranoá, em Brasília, na noite deste domingo, conseguiu salvar a mulher as duas filhas quando o barco começou a afundar.

O barco que naufragou tinha 102 pessoas a bordo e organizava uma festa. Até as 11h10, havia apenas uma morte confirmada – a de um bebê de 6 meses. Oito pessoas estão desaparecidas.

“O lado esquerdo começou a encher muito rápido e o barco começou a afundar. Aí eu gritei: ‘Vai afundar’”, disse. Saldanha afirmou que jogou coletes para a mulher e as filhas se todos e atiraram na água.

A mulher de Saldanha, Gildete Barreto, disse que houve pânico quando a água começou a entrar no barco. "Teve muita gritaria, mas foi rápido demais”, declarou. O garço disse que ele e a família foram resgatados por uma lancha quase meia hora depois do acidente.     Pela manhã, o casal foi ao Lago Paranoá em busca de informações sobre os desaparecidos, mas não obteve sucesso. Outra parente de desaperecido, reclamava da falta de informações. “Por enquanto saiu só essa lista de desaparecidos feita com base em cruzamento de informações que eles [os bombeiros] têm, mas estamos sofrendo com uma enorme falta de informação”, disse Nylmara de Oliveira, prima de uma garota de 10 anos que está desaparecida.

Buscas

As buscas pelos desaparecidos foram retomadas por volta das 6h desta segunda-feira (23), com 25 mergulhadores De acordo com os bombeiros, 94 pessoas foram resgatadas na noite de domingo (22).

“As equipes que começaram o resgate ontem retomaram a operação agora (manhã de segunda). Já temos um barco para avaliar a situação, vamos fazer uma varredura para ter uma ideia melhor da situação”, disse o major Adriano Azevedo, chefe da operação.

“Hoje o dia é de buscas. Ontem [domingo], o resgate das 94 pessoas foi complicado em razão do frio e da iluminação precária. Os civis que tinham embarcações auxiliaram no trabalho dos bombeiros”, relatou major Azevedo.        

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