"Eu queria um melodrama", diz diretor sobre filme de Lula

"Eu queria um melodrama", diz diretor sobre filme de Lula

Atualizado: Quinta-feira, 19 Novembro de 2009 as 12

Nada de filme político, o diretor de Lula, o filho do Brasil, de  Fábio Barreto, afirmou que ele queria mesmo fazer um melodrama com a história do ex-metalúrgico que virou presidente da República. Barreto afirmou ainda que queria mostrar o lado humano do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a quem se referiu como ''mito público''.

Na coletiva com a produção e o elenco do filme o diretor voltou a negar qualquer intenção eleitoreira e política do filme que conta a história do presidente Lula desde o nascimento até a década de 80, quando ele se destaca como líder sindical.

De acordo com a produtora do filme, Paula Barreto, a produtora da família comprou os direitos do filme em 2003, quando conheceram o livro da escritora Denise Paraná. Segundo a produtora, eles tentaram viabilizar a realização do filme desde a data, mas, por questões financeiras, só conseguiram finalizar o projeto este ano.

Polêmicas a parte, o mais elogiado pela produção e por todo o elenco foi o intérprete do Presidente Lula, o ator Rui Ricardo Diaz. O ator que engordou 10 quilos para viver o presidente chegou ao papel de protagonista por acaso. O teste de Diaz foi para o papel de um enfermeiro.

''Estávamos preparando outro ator para o papel, mas ele teve que desistir porque era hipertenso e não poderia continuar no papel já que ele teria que engordar de 8 a 10 quilos em muito pouco tempo''.

De acordo com a produtora de Lula, o filho do Brasil de Paula Barreto, a ausência de referências à filha de Lula foi por falta de autorização. Presente no livro que inspirou o filme, a filha do Presidente com Mirian Cordeiro foi retirada do filme.

''Não obtivemos autorização da Mirian Cordeiro então a área jurídica da produção decidiu vetar qualquer referência a ela ou a Luriam''.

O filme tem estreia nacional prevista para o dia 1º de janeiro. De acordo com a produtora Paula Barreto, ele também estreia em março na Argentina. A produção aguarda ainda um retorno do Festival de Cinema de Berlim, onde o filme poderá ser exibido fora da competição.

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