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Ex-comandante suspeito de morte de juíza vai para Bangu 8

Ex-comandante suspeito de morte de juíza vai para Bangu 8

Atualizado: Terça-feira, 27 Setembro de 2011 as 1:15

O tenente-coronel Claudio Luiz Oliveira , suspeito de ser o mandante da morte da juíza Patrícia Acioli, com 21 tiros no dia 11 de agosto, em Niterói , vai ser levado para o presídio Bangu 8, segundo informou o corregedor da Polícia Militar, coronel Ronaldo Menezes, em coletiva nesta terça-feira (26). Além dele, outros cinco policiais suspeitos de participação no crime também serão levados para o mesmo presídio. Eles cumprem prisão temporária de 15 dias. Um sexto policial, suspeito do mesmo crime, ainda é procurado. EX-comandante será ouvido nesta tarde

O tenente-coronel Cláudio Oliveira foi exonerado do comando do 22º BPM (Maré) e está preso na carceragem do Batalhão de Choque, no Estácio, na Zona Norte do Rio, desde a madrugada desta terça-feira (27), e deve ser ouvido nesta tarde na Divisão de Homicídios, na Barra da Tijuca. Antes de ficar à frente do batalhão da Maré, ele comandou o 7º BPM (São Gonçalo).

Em depoimento ao juiz da 3ª Vara Criminal de Niterói, um dos cabos presos por envolvimento na morte da juíza acusa o ex-comandante do 7º BPM (São Gonçalo) de ser o mandante do crime .  

Outros seis policiais suspeitos

Além do tenente-coronel, mais seis policiais militares também tiveram a prisão decretada no fim da noite de segunda-feira (26), sendo que cinco já estavam presos por outro crime. Os cinco faziam parte do Grupo de Ações Táticas do Batalhão de São Gonçalo e são suspeitos de forjar um auto de resistência, morte em confronto, para esconder o assassinato de Diego Bellini de 18 anos, durante uma operação policial.   Três policiais militares suspeitos de matar a juíza Patrícia Acioli estão presos e foram transferidos da Unidade Prisional da PM em Benfica, na Zona Norte, para unidades diferentes, a pedido do Ministério Público, no dia 19 de setembro. A transferência é para evitar que eles combinem, antes dos depoimentos, a mesma versão sobre o caso.

UPA da Maré

Na segunda-feira (26), a Secretaria estadual de Saúde informou que a UPA da Maré foi fechada a pedido do "comando da Polícia Militar do Rio de Janeiro, por conta das operações realizadas no complexo nas últimas semanas". Segundo a PM, as operações para combater traficantes armados nas imediações eram diárias desde que o tenente-coronel Cláudio Oliveira tinha assumido o comando do 22º BPM (Maré).          

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