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Exame constata morte cerebral de cabo ferido no Alemão, diz Exército

Exame constata morte cerebral de cabo ferido no Alemão, diz Exército

Atualizado: Sexta-feira, 28 Outubro de 2011 as 11:54

O cabo Vitor Hugo da Silva Veiga, da Força de Pacificação do Conjunto do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, que se feriu na cabeça com um tiro acidental de sua própria arma, teve morte cerebral constatada em primeiro exame realizado na madrugada desta sexta-feira (28). A informação é do coronel Nilson Maciel, chefe de Estado Maior da Força de Pacificação, que acrescentou que um novo exame será realizado para confirmar a morte cerebral.

O acidente ocorreu na noite de terça-feira (25) e o cabo estava internado em estado grave na UTI do Hospital Central do Exército, em Benfica, na Zona Norte do Rio.

Em nota, na quarta-feira (26), a Força de Pacificação lamentou o episódio e disse que foi determinada a abertura de um Inquérito Policial Militar para apurar as circunstâncias do acidente.

Outro caso

Em janeiro, um soldado morreu atingido  por um disparo acidental de pistola no posto de observação instalado numa das estações do teleférico da região. Um mês depois, um Inquérito Policial Militar concluiu que o soldado foi atingido por um tiro disparado por um colega de farda acidentalmente. Suspeitos de tráfico

Imagens feitas pelo Exército , que desde novembro do ano passado ocupa o Conjunto de Favelas do Alemão, mostram suspeitos de tráfico de drogas agindo em lajes da comunidade.

A partir desses registros e com autorização da Justiça, os militares revistaram residências suspeitas e localizaram fuzis escondidos. A informação é do comentarista de Segurança Pública da TV Globo, Rodrigo Pimentel.

Na segunda-feira (24), o governo renovou permanência dos 1.800 homens do Exército no Alemão por mais seis meses.

“São traficantes vendendo cocaína a luz do dia (...) O Alemão já esta pacificado, com 1.800 homens, mas o tráfico persiste, é natural. Está acontecendo em todas as favelas pacificadas. Os traficantes percebem a chegada dos militares do Exército e fogem. Vão por uma via ou uma área de mata”, explicou Pimentel.

Em uma das casas, militares encontraram um buraco no chão, com armas e radiostransmissores. Um fuzil estava embalado.

“Um fuzil faz toda a diferença em uma favela. Com o fuzil o traficante consegue impedir a chegada de policiais militares, de forças armadas”, afirmou.        

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