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Família de empresário morto dentro de banco em Cuiabá cobra Justiça

Família de empresário morto dentro de banco em Cuiabá cobra Justiça

Atualizado: Sexta-feira, 23 Setembro de 2011 as 11:47

Empresário foi morto dentro de uma agência

bancária em Cuiabá (Foto: Arquivo G1)

  Três meses após a morte do empresário Adriano Henrique Maryssael de Campos, 73 anos, assassinado a tiros dentro de uma agência bancária em Cuiabá, a família reclamou da impunidade e pediu mais rapidez na conclusão do inquérito do caso. O ex-segurança Alexsandro Abílio de Farias, 28 anos, que confessou o crime, segundo a polícia, teve a prisão decretada e é considerado foragido da Justiça.

“Sei que nada vai amenizar a dor da perda do meu pai. Mas é um absurdo saber que o suspeito está foragido até hoje. Ele matou uma vítima indefesa pelas costas, encurralado em uma porta giratória, e por um motivo fútil”, reclamou a filha do empresário, a psicóloga Stephania Lodi Maryssael de Campos.

O inquérito que apura o caso, que ganhou repercussão nacional ao ser exibido no Jornal da Globo, é conduzido pelo delegado da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Antônio Esperandio. Ele informou por meio da assessoria de imprensa que o ex-vigia foi indiciado por homicídio qualificado e está sendo procurado pela polícia. Esperandio informou ainda que o inquérito está na fase final. Resta apenas receber um laudo que está analisando o projétil e a arma usada para cometer o crime.

O caso O empresário foi morto no dia 21 de junho deste ano ao levar um tiro à queima roupa disparado pelo ex-vigilante do banco, em uma agência bancária localizada na Avenida Carmindo de Campos, uma das mais movimentadas da capital. A vítima foi baleada quando saía da agência, no momento em que passava pela porta giratória. Em depoimento à Polícia Civil, o suspeito disse que matou o empresário após ter sido ofendido.

Após o crime, o vigia, que era contratado por uma empresa de segurança, roubou uma moto de um outro cliente que estava estacionando na frente do banco e fugiu. Dias depois, ele se entregou à polícia, prestou depoimento, mas não ficou preso por não ter antecedentes criminais. O suspeito era contratado de uma empresa de segurança e prestava serviço no banco há pouco mais de cinco meses.

Foragido

Ex-segurança está sendo procurado pela polícia.

(Foto: Reprodução/TVCA)

  Em meio a uma greve que contou com a participação de 70% dos investigadores e escrivães da Polícia Civil de Mato Grosso, a Justiça expediu em agosto um mandado de prisão contra o ex-segurança Alexsandro. No entanto, ele não foi localizado nos endereços possíveis e desde então é considerado foragido.

O advogado Janoni Pereira, que defende o ex-vigilante, não quis comentar o assunto. Em outra oportunidade, o advogado disse à reportagem que a Justiça não deveria ter expedido o mandado de prisão porque Alexsandro tem residência fixa, não tem passagem pela polícia e estaria colaborando com as investigações, entregando, por exemplo, a arma do crime.

O ex-segurança justificou o crime dizendo que era constantemente humilhado pelo empresário dentro da agência bancária. A família não aceitou a versão. A filha do empresário comentou que viu as imagens do circuito de segurança que mostram que o pai ficou 15 minutos dentro da agência e, em momento algum, há uma discussão com o ex-segurança.

Pedido de indenização

Filha do empresário Adriano cobra mais rapidez da

polícia. (Foto: Ericksen Vital / G1 MT)

  A psicóloga Stephania Maryssael disse que a família tem estudado entrar com um pedido de indenização na Justiça. “Estamos sofrendo, vivendo um momento muito difícil. Mas a família já tem discutido com o nosso advogado a possibilidade de entrar com uma ação pedindo indenização”, declarou a filha do empresário morto.

Stepahia Maryssael comentou também que durante o período de três meses após o crime ela recebeu apenas ligações da gerência do banco prestando condolências, e que a empresa de segurança nunca manteve contato com a família.

Sobre a situação do restaurante que leva o nome do falecido pai, ela comentou que assumiu a administração do local. O restaurante especializado em comida italiana tem aproximadamente 20 anos e é um dos mais tradicionais da capital. Ela disse que vai manter a empresa do pai e que os próprios clientes entram no lugar e ainda lembram do empresário Adriano. "A figura do meu pai era muito forte. Muitos iam até o restaurante por causa dele. Agora, estamos tentando manter o restaurante", finalizou.          

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