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Família de psicóloga morta quer condenação de mandante do crime

Família de psicóloga morta quer condenação de mandante do crime

Atualizado: Terça-feira, 25 Outubro de 2011 as 1:40

O cunhado da psicóloga Renata Novaes Pinto, de 44 anos, assassinada em 6 de novembro 2008, disse que a condenação dos acusados a mais de 20 anos de prisão é apenas o começo da luta da família por justiça. "É um alento saber que as pessoas que cometeram esse crime vão ficar atrás das grades e receberam uma pena bastante adequada. Mas não terminou por aqui. Ainda queremos que cheguem aos mandantes desse crime hediondo, que deixou muitas vítimas: quatro filhos órfãos, um marido viúvo e uma família praticamente destruída", disse Fernando Dominguez González. A psicóloga, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), foi executada com três tiros perto de sua casa, na Vila Madalena, Zona Oeste da capital paulista, após deixar os quatro filhos na escola, às 7h da manhã. Um homem se aproximou, deu três tiros de pistola e fugiu na garupa de uma moto.

Na época, três homens, com arma e munição e um ex-sargento da Polícia Militar foram presos. Os três foram a julgamento na segunda-feira (24). Eles confessaram que foram contratados pelo ex-policial Claudemir Macario dos Santos. Ele tinha sido expulso da PM e trabalhava como detetive particular. Ele é o únido dos presos que ainda não foi julgado.

João Nilton da Silva Moreira, apontado como o autor dos disparos que mataram a psicóloga, foi condenado a 25 anos e oito meses de reclusão. Claudemir Rossi Marques, que levou o atirador na garupa da sua moto até a vítima, pegou 22 anos e quatro meses de prisão. José Neudes Rodrigues do Prado, que contratou o executor e o motociclista, foi condenado a 23 anos de cadeia.

Quarto acusado

Como o processo foi desmembrado, o ex-policial militar Claudemir Macario dos Santos, será julgado separadamente dos demais réus. A data ainda será marcada pelo juiz Emanuel Brandão Filho.

De acordo com a denúncia feita Ministério Público (MP) à Justiça, o assassinato da psicóloga foi encomendado. A suspeita da Polícia Civil é que o mandante do crime é o marido de uma ex-paciente de Renata que a teria culpado pelo processo de separação dele com a mulher. Apesar disso, a investigação ainda não conseguiu identificar esse homem.

Segundo a Promotoria, os três acusados deram versões diferentes para o crime. “Na fase da investigação policial, eles confessaram a participação no assassinato. Na fase do processo judicial, no entanto, negaram tudo. O outro réu, o ex-PM, sempre negou as acusações. Apesar disso, temos provas testemunhais e técnicas que demonstram a participação deles todos no homicídio”, disse o promotor.          

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