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Famílias acampam em rua após incêndio em favela de SP

Famílias acampam em rua após incêndio em favela de SP

Atualizado: Segunda-feira, 7 Novembro de 2011 as 9:36

Famílias que perderam suas casas no incêndio que destruiu neste sábado (5) mais de 200 barracos na Favela Diogo Pires, no Jaguaré, Zona Oeste de São Paulo, ficaram sem ter para onde ir e acamparam em uma das ruas que dá acesso à favela. Na manhã desta segunda-feira (7), era possível ver acampamentos improvisados, com lonas, nas calçadas.

No total, 800 pessoas ficaram desabrigadas após o incêndio. Muitos moradores foram para a casa de amigos e parentes, mas outros permaneceram no local. Segundo a Prefeitura, 340 famílias foram cadastradas, e receberam um kit com colchão, cobertor e cesta básica.   O incêndio começou por volta das 18h30 de sábado. As chamas foram altas, e os bombeiros só conseguiram finalizar os trabalhos na madrugada de domingo (6). Moradores do local reclamaram da demora na chegada da corporação à favela. “Como é que pode demorar quase uma hora para vir apagar um incêndio? Cada um aqui é um ser humano”, afirmou Valmir Silva dos Santos, comerciante e líder comunitário. Os bombeiros negam que houve demora e dizem que a primeira equipe estava no local cerca de 10 minutos após o início das chamas.

Neste domingo, a Prefeitura divulgou que pedirá "apoio à Guarda Civil Metropolitana para que novas invasões não aconteçam no local". Também será iniciada nesta segunda uma operação de limpeza nas bocas de lobo, poços de visita e galerias das ruas no entorno da Favela Diogo Pires.

A Prefeitura informa ainda que as famílias da favela cadastradas no programa de urbanização da Nova Jaguaré "têm direito a receber moradia definitiva e serão atendidas com o auxílio aluguel até a entrega das unidades habitacionais". Segundo a Secretaria Municipal de Habitação, "estão em andamento dois conjuntos habitacionais, que somam cerca de 500 moradias, com previsão de 18 meses de obras".

Como muitas famílias perderam tudo no incêndio, quem quiser ajudar pode levar doações ao local. Os moradores precisam principalmente de alimentos, móveis e colchões.          

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