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Famílias de favela do Rio aceitam remoção três meses após temporal

Famílias de favela do Rio aceitam remoção três meses após temporal

Atualizado: Segunda-feira, 5 Julho de 2010 as 9:44

A Prefeitura do Rio de Janeiro trabalha na zona sul para remover cerca de 350 famílias do morro dos Tabajaras. Na região, chamada Estradinha, casas foram destruídas pelo temporal de abril e o entulho permanece espalhado pelas vielas, segundo o o engenheiro Maurício Campos, que trabalhou voluntariamente no local. Só identifiquei uma área de risco moderado na comunidade, em sua extremidade oeste, onde há casas situadas abaixo de depósitos de grandes blocos de rochas. Na maior parte da encosta, existe um solo residual pouco profundo e as casas são solidamente fundadas na rocha, que é alcançada com pouca escavação. Na parte leste, há grandes obras de contenção executadas pela prefeitura em perfeito estado.  

Até agora, apenas 80 indenizações foram pagas aos moradores, segundo a Secretaria Municipal de Habitação. A empresa de Geotecnia Municipal disse que faz o monitoramento de encostas há mais de 40 anos e tem um banco de dados em que são armazenadas as informações colhidas.

Para Reinaldo Reis, presidente da Associação de Moradores, aproximadamente 80% dos moradores querem ficar na favela. Ele critica a falta de opção dada pelas autoridades. Apesar das reuniões com alguns secretários e com o subprefeito, não houve acordo e desde então a negociação é feita sem o intermédio da associação.

- O que o povo quer é simplesmente um lugar digno para morar. Não é digno você construir uma vida naquele local e da noite para o dia saber que vai ser retirado.

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