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Fazendeiro e vereador são mantidos em aldeia indígena, diz Funai em MS

Fazendeiro e vereador são mantidos em aldeia indígena, diz Funai em MS

Atualizado: Quinta-feira, 6 Outubro de 2011 as 12:50

Um produtor rural e um vereador estão sendo mantidos 'presos' desde terça-feira (4), na aldeia indígena Alves de Barros, localizada no município de Porto Murtinho, a 454 quilômetros de Campo Grande. Segundo informações do coodenador regional da Fundação Nacional do Índio (Funai) na capital, edson Fagundes, os dois homens, que estavam em uma caminhonete, teriam atropelado uma criança de 10 anos e teriam tentado fugir sem prestar socorro.

O coordenador regional da Funai em Bonito, Lourival Matchua, foi para a aldeia indígena para negociar a saída dos dois homens. A Polícia Federal também se dirigiu para o local. Segundo informações da assessoria de imprensa do órgão, uma viatura foi deslocada de Campo Grande para a aldeia indígena no início da tarde de quarta-feira (5) e, até a manhã desta quinta-feira (6), ainda não havia retornado.

A aldeia, que é povoada por indígenas da etnia Kadiwéu, é de difícil acesso e, segundo a Funai, as estradas mais próximas para chegar ao local fica nos municípios vizinhos de Bonito e Bodoquena.

O G1 tentou entrar em contato com o produtor rural e com o vereador pelo celular, mas ambos estão desligado. Devido à distância, no local só é possível a comunicação através de rádios transmissores. Funcionários do sindicato Rural da de Porto Murtinho preferiram não se pronunciar sobre o caso.   Segundo informações da Secretaria Especial de Saúde Índígena (Sesai), o menino de 10 anos que teria sido atropelado teve apenas um ferimento no rosto e passa bem. Ele foi encaminhado para o hospital Francisco Sales, em Bodoquena.

O coordenador da Funai em Campo Grande informou que se até o fim da manhã os servidores da Funai que estão no local não entrarem em contato ele deve enviar outra equipe para ajudar na resolução do caso.

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