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Fenômeno marítimo faz Ilha Comprida aumentar e diminuir

Fenômeno marítimo faz Ilha Comprida aumentar e diminuir

Atualizado: Terça-feira, 20 Julho de 2010 as 8:59

Pesquisadores tentam entender um estranho fenômeno que acontece em Ilha Comprida, no litoral de São Paulo. O tamanho da ilha cresce e diminui de acordo com a vontade do mar.

Uma parte da ilha está quase desaparecendo, sendo levada pelas ondas. As mesmas ondas levam a areia para outro ponto, que está crescendo. Quem vive na área que está sendo engolida pelo mar não sabe mais o que fazer para tentar impedir o avanço.

Várias casas foram completamente destruídas pela força das ondas. As que ainda estão de pé foram abandonadas. A casa onde Sulmar morou por dez anos foi engolida pelo mar: “Minha casa ficava onde estão quebrando as ondas. Do lado de cá ainda tinha mais duas casas, sem falar lá para baixo. É uma tristeza. Estava lá, tudo bonito, tudo armado, tudo direitinho e o mar levou”, lamenta o morador.

Depois de perder tudo, ele se mudou para outra casa, a três quadras da praia. Entretanto, a cada dia que passa o mar fica mais perto.

Nos últimos dez anos, 170 metros da faixa de areia foram engolidos. O analista de sistemas Tércio Parise, que não ia à cidade há dez anos, ficou surpreso com o que viu. “Mudou a largura da praia, tem lugar que a gente passava de carro tranquilamente e já não passa mais”, afirmou.

Em outro extremo da praia, a situação é inversa. A faixa de areia está aumentando. O fenômeno é provocado pelas correntes marítimas. Sedimentos como areia e vegetação são arrancados das margens de Iguape, município vizinho, e levados até a ilha. A cada ano o território aumenta 50 metros.

“Há alguns anos, não conseguiríamos estar nesta faixa de areia, onde nós estamos neste momento seria mar”, atesta José Reinaldo Bertholini.

Moradores das ilhas oceânicas do Brasil contam que têm percebido mudanças no comportamento do mar nos últimos anos. Em Fernando de Noronha, por exemplo, o mar de dentro, ou seja, o mar que bate no lado da ilha mais voltado para o continente, costumava ficar agitado até, no máximo, o mês de abril. Agora, os moradores de Noronha dizem que este período já se estende até o mês de junho.

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