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Festas Juninas: sim ou não?

Festas Juninas: sim ou não?

Atualizado: Quarta-feira, 14 Maio de 2008 as 12

Junho é mês de festa junina. Aquela musiquinha de sanfona ecoa pelas quermesses, em paróquias e escolas. Não é difícil encontrar uma fogueira e, apesar do perigo e da proibição, balões iluminam o céu durante todo o inverno. Fogos de artifício explodem pelas ruas e, nesse clima contagiante, mesmo sem perceber, muitos crentes estão sendo contados entre os que se fantasiam de caipira, dançam quadrilha e pulam fogueira em homenagem aos santos da igreja católica reverenciados nestes eventos. Você sabe como as festas juninas surgiram?

Antes de o cristianismo dominar a Europa, as festas juninas comemoravam a deusa Juno, mulher de Júpiter, que fazia parte do panteão do Império Romano. Para diferenciar as festas de Juno da festa de João, a Igreja Católica passou a chamá-las "joaninas". Com o tempo, as festas joaninas, realizadas em junho, acabaram sendo mais conhecidas como "juninas".

Quando o cristianismo tornou-se a religião oficial do Ocidente, no século IV, as principais celebrações pagãs foram sendo incorporadas ao calendário das festas católicas. Aos poucos os cristãos foram criando novos mitos para explicar as práticas pagãs. Estavam fazendo o que hoje chamamos sincretismo religioso. Por exemplo: para justificar o uso do fogo na festa cristã, conta-se que Isabel teria acendido uma fogueira para avisar Maria – sua prima – do nascimento de seu filho João Batista. As comemorações foram ampliadas no século XIII, incluindo o dia da morte de Santo Antônio de Pádua, 13 de junho, e o da morte de São Pedro, 29 de junho.

Juno, Antonio, Pedro e João. São todos deuses estranhos! Será que não é idolatria e contaminação demais em troca de delícias como pipoca, milho verde, pinhão, pé-de-moleque e arroz doce, que podem ser feitas em casa, em qualquer época do ano?

"Mas que digo? Que o ídolo é alguma coisa? Ou que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios".  –  I Coríntios 10:19-20

Myrian Rosário é jornalista e pastora, Bacharel em Teologia pelo Seminário Teológico Batista Nacional Enéas Tognini. Juntamente com seu esposo, Pr. Luciano Avelino, atua no ministério de aconselhamento de casais, noivos, jovens e adolescentes.  Contato: [email protected]

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