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Filho diz que matou pais adotivos por se sentir abandonado

Filho diz que matou pais adotivos por se sentir abandonado

Atualizado: Segunda-feira, 5 Março de 2012 as 12:47

O delegado Joselito Kehrle do Amaral, da Diretoria de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), afirmou na manhã desta segunda-feira que o homem acusado da matar os pais adotivos em Olinda, na região metropolitana do Recife, justificou o crime dizendo que se sentia abandonado e desprezado pela família. Eduardo Cavalcanti, suspeito do assassinato do bispo da Igreja Anglicana Robinson Cavalcanti, 67 anos, e da mulher dele, Miriam

Cavalcanti, 64 anos, disse que se sentia assim por viver há 13 anos em Miami, nos Estados Unidos.

O crime ocorreu no dia 26 de fevereiro, pouco depois de Eduardo ter pedido apoio ao pai para trazer a mulher e os três filhos de Miami. O bispo teria negado ajuda e isso levou o filho a cometer o crime.

Cavalcanti já tinha passagens pela polícia americana. Ele responde a 15 processos nos Estados Unidos, entre eles por dirigir embriagado e envolvimento em badernas. O suspeito também seria integrante de uma gangue de cubanos. Em maio, ele deveria comparecer à Justiça americana para dar início ao processo de deportação.

A polícia brasileira disse que Cavalcanti, que estava no País desde o Carnaval, afirmou que na gangue ele traficava drogas e, por isso, se tornou dependente químico. Ele contou que, em crises de abstinência, tomava um medicamento chamado Zenax. No dia do crime, o suspeito afirmou ter ingerido 60 comprimidos do remédio antes e depois de matar o bispo e sua mulher a facadas.

De acordo com a polícia, depois de matar o pai e mãe, Cavalcanti usou uma faca de serra para fazer cortes no próprio corpo. Ele foi encontrado desacordado na casa dos pais e foi levado, em custódia, ao Hospital da

Restauração, no bairro do Derby. Após ter alta, ele foi transferido para o presídio do Cotel, onde foi ouvido pela polícia no sábado.

De acordo com o delegado Joselito Kehrle do Amaral, até a sexta-feira, o inquérito deve ser concluído e enviado para a Justiça. Eduardo Cavalcanti deve responder por duplo homicídio com duas qualificações: motivo fútil e não oferecer chance de defesa a vítima.

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