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'Fiquei em choque', diz amiga de mulher esfaqueada na Paulista

'Fiquei em choque', diz amiga de mulher esfaqueada na Paulista

Atualizado: Terça-feira, 12 Abril de 2011 as 8:12

A cozinheira Expedita Lima de Souza disse ter ficado em choque ao ver sua amiga ferida após ser esfaqueada em um ponto de ônibus na Avenida Paulista nesta segunda-feira (11). A cozinheira havia acabado de sair do trabalho com uma das vítimas, uma mulher de 38 anos. Além dela, um homem de 53 anos também foi esfaqueado por um morador de rua, que foi preso.

“Eu deixei ela no ponto e depois de uns dez passos que eu dei ela veio parando na minha frente gritando: ‘Me leva para o hospital’. Eu fiquei em choque, aí apareceu um rapaz falando: ‘Deixa que eu levo’”, contou.

A mulher foi a primeira a ser agredida. Em seguida, segundo testemunhas, o homem que foi esfaqueado tentou desarmar o morador de rua. "Ele (morador de rua) foi em direção ao ponto e voltou algumas vezes. Parava e conversava com algumas pessoas e depois ia embora. Da última vez, foi direto em direção à mulher e tentou esfaqueá-la no peito. Ela conseguiu desviar e foi atingida no rosto e no braço", disse o delegado Rogério de Camargo Nader.     O crime aconteceu em um ponto de ônibus em frente ao Parque Trianon, a alguns metros de uma base da Polícia Militar. O agressor tentou fugir, mas foi preso. A mulher teve ferimentos leves e foi socorrida para o Hospital São Paulo. O homem foi para o Hospital das Clínicas, onde passou por uma cirurgia.

O agressor é um ex-cozinheiro que está desempregado há quatro anos e que vivia fazendo bico como flanelinha na região da Paulista, segundo a polícia. Ele disse que estava sendo perseguido e que apenas se defendeu.

Segurança

Segundo a Polícia Militar, a Avenida Paulista é um dos locais mais policiados da América Latina – mais de 300 policiais fazem a segurança da região em 30 bases. Por isso, segundo a polícia, não falta policiamento. “São casos imponderáveis. É algo muito difícil de conseguir prever. O importante é que você tenha uma estrutura para dar apoio rápido. [Nesse caso] foi possível socorrer as vitimas e prender o agressor”, disse o capitão da PM Emerson Massera.        

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