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Fiscais da lei antifumo vão circular e multar à paisana em SP

Fiscais da lei antifumo vão circular e multar à paisana em SP

Atualizado: Quarta-feira, 12 Agosto de 2009 as 12

O governo de São Paulo decidiu mudar a estratégia de fiscalização da lei antifumo, que proíbe o fumo em ambientes internos de espaços públicos e privados do estado. A partir de agora, uma parte dos 500 fiscais escalados para as blitze vai circular por bares, restaurantes e casas noturnas à paisana, sem o colete de identificação.

O objetivo é coibir as irregularidades, uma vez que, em alguns locais, as pessoas acendem o cigarro assim que os agentes da Vigilância Sanitária e do Procon viram as costas, em especial após a 1h.

Os fiscais estarão "camuflados" apenas em ações feitas em estabelecimentos abertos ao público, dos ramos gastronômico e de diversão. Em prédios residenciais e comerciais (que também estão passíveis de fiscalização), os agentes estarão uniformizados, até por questões de segurança.

A exceção é para evitar que falsos fiscais utilizem a desculpa da lei antifumo para entrar nos estabelecimentos. "A orientação ao proprietário é sempre pedir o cartão de identificação do fiscal", afirma a coordenadora do Centro de Vigilância Sanitária, Maria Cristina Megid - que realiza as blitze antifumo em todo o Estado. "Ainda que o fiscal esteja uniformizado, ele precisa apresentar a identificação", completa.

Desde sexta-feira, dia 7, estabelecimentos públicos e privados que permitirem o uso do tabaco podem receber multas de R$ 792,50 a R$ 1.585, valores que dobram na reincidência. No terceiro flagrante, a pena é de suspensão de atividades por 48 horas e, na quarta infração, o período de interdição é de 30 dias. O balanço dos três primeiros dias de vigor das sanções mostra que apenas 1,2% dos 3.864 locais visitados foram autuados.

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